Ulisses Pereira
Ulisses Pereira 26 de junho de 2017 às 10:30

Junho não deixará saudades

Para termos noção de quão monótono tem sido este mês, o principal índice português tem variado num intervalo de apenas 3% durante todo este período.

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Junho não deixará saudades na Bolsa portuguesa. Não porque tenha sido um mês negro para o mercado nacional mas porque quase nada se tem passado no nosso PSI. Para termos noção de quão monótono tem sido este mês, o principal índice português tem variado num intervalo de apenas 3% durante todo este período.

 

Os ursos defendem que a incapacidade da Bolsa portuguesa continuar a subir, apesar das boas notícias, é um sinal que o velho adágio "Sell in May and go away" está de volta e que a ressurreição dos touros terminou. Estes últimos, pelo contrário, afirmam que esta é apenas uma pausa nas subidas e que as boas notícias sobre a economia portuguesa - com o desemprego a continuar a descer e o Banco de Portugal a prever para 2017 o maior crescimento do século - são o combustível para um bom segundo semestre na Bolsa portuguesa.

 

Desde há uns meses atrás que despi o meu fato de urso, respeitando o poder dos touros. Como tal, vou mantendo o meu optimismo em relação à Bolsa portuguesa e vejo este mês parado como um momento de consolidação, atribuindo maior probabilidade do mercado retomar as subidas em vez das quedas. Durante anos, escrevi neste espaço de opinião que as subidas eram excelentes oportunidades de venda e, nos últimos meses, tenho defendido que as quedas são excelentes oportunidades de compra. Como sempre, é a fria tendência que me comanda.

 

Junho de 2017 não ficará na História da Bolsa portuguesa mas ficará na memória de todos os portugueses pelos trágicos incêndios. A quem continua a sofrer com este drama, resta-me deixar a minha solidariedade. Há alturas em que falar de Bolsa e de dinheiro devia ser proibido.

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