Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 19 de dezembro de 2017 às 20:08

Juros em mínimos, dívida em máximos

A política de estímulos monetários dos bancos centrais mundiais conduziu as taxas de juro para mínimos históricos. Um ambiente que está a ser aproveitado pelas companhias e pelos governos para emitir dívida com custos baixos.

Segundo os números da Dealogic citados pelo Financial Times, a emissão de obrigações atingiu um novo máximo este ano, num movimento que está a ser liderado pelas empresas. Companhias como a AT&T e a Microsoft ajudaram a elevar, em 2017, em 55% o capital levantado no mercado através da venda de obrigações sindicadas para 6,8 biliões de dólares.

Na dívida pública, países como a Argentina e a Arábia Saudita também aproveitaram a oportunidade para emitir obrigações com os juros mais baixos, com os investidores a procurarem diversificar o investimento e obter retornos, uma vez que grande parte dos países desenvolvidos negoceia com taxas próximas de zero, ou mesmo negativas nas maturidades mais curtas. Mas, após um longo período a aumentar o seu endividamento, as empresas apresentam agora balanços mais alavancados, ainda que com custos inferiores. Um equilíbrio que tem que ser bem ponderado, sobretudo num momento em que se antecipa uma subida dos juros, em 2018.

 

Jornalista

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