Hugo Abreu
Hugo Abreu 15 de janeiro de 2018 às 15:03

Machine Learning irá dominar o ano de 2018

A aprendizagem automática (machine learning), a tecnologia mais relevante desde que surgiu a internet, irá dominar a cena tecnológica em 2018, provocando novas alterações na forma como vivemos e trabalhamos, e que irão ser tão ou mais profundas do que as provocadas pela emergência da internet.

A inovação e a  utilização de ferramentas que facilitem a vida quotidiana dos seres humanos têm sido uma constante do progresso ao longo da história da humanidade, a começar pelas revoluções agrícola e industrial. Atualmente vivemos a revolução dos dados/da informação e neste contexto alguns dos papéis desempenhados até aqui pelos seres humanos irão sofrer alterações. No entanto, não podemos esquecer que o progresso têm trazido de forma consistente a criação de novos empregos e de novos modelos de negócio, impulsionando igualmente a emergência de novas indústrias.  Ao contrário do que se possa pensar, a aprendizagem automática irá contribuir para aumentar o trabalho dos seres humanos e para o tornar mais eficiente.

 

A aprendizagem automática  já está entre nós: no software, nos nossos telefones, nos nossos carros, nas nossas casas e no software empresarial que todos usamos para aceder à informação e para tomarmos decisões melhores, mais informadas e mais rapidamente.

 

Segundo a Gartner, as tecnologias de Inteligência Artificial estarão presentes em "quase todos os novos produtos de software que forem desenvolvidos até 2020". Estamos perante um momento de transformação e de viragem decisivos para os fornecedores de software e seus clientes.

 

A aprendizagem automática irá transformar profundamente o mundo tal como o conhecemos hoje. A sua capacidade para reduzir dramaticamente os tempos e para melhorar os níveis de eficácia dos nossos processos de tomada de decisões podem parecer menos interessantes do que os carros sem condutor, mas o próximo paradigma tecnológico será dominado pela aprendizagem automática.

 

As organizações que optarem por ignorar o poder da aprendizagem automática irão ser rapidamente ultrapassadas, devido à velocidade e aos níveis de eficiência introduzidos pela capacidade de tomar melhores decisões mais rapidamente. Nenhuma empresa se pode dar ao luxo de ignorar estes factos, sob pena de ser ultrapassada pela concorrência.

 

A adoção da aprendizagem automática tem vindo a crescer a par e passo com a adoção da computação em nuvem, já que a rápida integração das aplicações cloud, das plataformas e das infraestruturas é fundamental para o desenvolvimento e para a eficácia da aprendizagem automática, permitindo que esta possa aceder mananciais de dados cada vez maiores, quebrando silos e libertando a informação dentro das empresas e das suas redes. A cloud é uma peça fundamental de qualquer estratégia empresarial de TI, impulsionando a transformação digital e a capacidade de explorar o valor dos seus dados.

 

A big data prometeu-nos o acesso a um amplo leque de benefícios advindos da transformação digital e a computação na nuvem ofereceu-nos os alicerces necessários para a transformação digital. Por seu turno,  a aprendizagem automática é a primeira ferramenta que pode desbloquear realmente estes benefícios dando-lhes escala.

 

Neste contexto, a estratégia é fundamental e a chave para aceder a todas as vantagens que a aprendizagem automática oferece é procurar aplicações que ofereçam valor acrescentado estratégico a longo prazo e que transformem as funções ou os processos críticos das empresas.

 

Reduzir o tempo necessário para  criar previsões rigorosas e fiáveis pode ter um impacto muito significativo na capacidade das empresas planearem, orçamentarem e organizarem os seus recursos, mas todas estes aspetos conjugados irão criar novas vantagens financeiras muito relevantes para qualquer empresa.

 

O que é arriscado é ignorar a aprendizagem automática. 2018 será o ano em que as empresas irão explorar e desbloquear as mais valias oferecidas pela aprendizagem automática. 

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