Fernando  Sobral
Fernando Sobral 16 de maio de 2017 às 09:33

Macron, Merkel e a Europa. E as sugestões de El-Erian

Emmanuel Macron, como se esperaria, tem o seu primeiro encontro internacional com Angela Merkel. Afinal, França e Alemanha são o eixo vital da União Europeia.

Há quem diga que as suas ideias de "reforma" da Europa vão estar em cima da mesa, mas há quem sublinhe que, primeiro, Macron quer reorganizar a sua própria casa. E sobre um ministro das Finanças comum, a resposta de Merkel deverá continuar a ser: "nein". No Daily Telegraph, Roger Bootle escreve: "Apesar da eleição de Emmanuel Macron, a Zona Euro ainda não saiu da floresta."

Muito interessante é a entrevista do antigo líder da Pimco, Mohamed El-Erian, ao Observer. Diz ele que o mundo está defronte de uma encruzilhada, derivado do clima de baixo crescimento e que tem levado a desigualdade de riqueza, de rendas e de oportunidades: "No momento em que começas a falar da desigualdade de oportunidades alimentas a política de raiva." Segundo El-Erian, depois da crise de 2008-09 deveria ter-se iniciado um novo modelo de crescimento baseado no gasto dos governos em infra-estruturas e em reformas. Mas isso não foi feito. E acrescenta: "Dependendo de como se vê o processo político ou vamos dar uma volta para um crescimento maior e mais inclusivo que reduza a polarização política e a política de raiva; ou, como alternativa, o baixo crescimento transforma-se em recessão, a estabilidade financeira artificial torna-se volátil e a política torna-se uma bagunça." No Político/Europe, Janosch Delcker olha para a derrota do SPD alemão nas eleições regionais face à CDU de Merkel. E escreve: "Antes das eleições deste Outono, Martin Schulz tinha três eleições regionais para provar que ele e o SPD poderiam afastar Angela Merkel. Perdeu as três. Menos de seis meses depois de Schulz ter anunciado a sua candidatura a chanceler, o efeito Schulz parece ter-se esvaziado."


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