Pedro Santana Lopes
Pedro Santana Lopes 21 de Dezembro de 2016 às 20:55

Manter a bitola alta

Merece ser devidamente ponderado o facto de as contribuições para a Segurança Social registarem, até ao final do mês de outubro, um significativo aumento de 4,6 por cento. Neste momento, pelos indicadores conhecidos e presumíveis, deverão ser próximos os números apurados no final do ano.
Curiosamente, este indicador não costuma ser muito levado em conta nas análises e previsões económicas feitas pelos organismos que têm essa responsabilidade. Pensam em vários indicadores, entre eles o da venda de automóveis, mas aquele que é, em princípio, muito real e elucidativo é, atualmente, secundarizado ou mesmo ignorado. Ora, com uma taxa de inflação de cerca de 0,5 por cento, um aumento de contribuições desta dimensão só pode resultar na criação de emprego. Assim sendo, vem confirmar outros indicadores disponíveis que apontam para um rumo de gradual recuperação da economia ao qual falta juntar-se o do desejável aumento do investimento, principalmente privado.

Na minha maneira de ver a política sempre entendi, e sempre escrevi e disse, que não concebia que a maneira de fazer oposição fosse, de alguma maneira, sentir alegria com maus resultados do país a que se pertence. A oposição digna desse nome só tem que se congratular, genuinamente, com boas notícias e mostrar aos seus compatriotas que esse sentimento é autêntico. O que pode fazer, e deve fazer, é propor políticas alternativas ou tentar explicar que, mesmo prosseguindo objetivos semelhantes, as suas políticas alcançariam melhores resultados.

2. Estamos a chegar ao final do ano sem que se tenha conseguido ainda solução para o Novo Banco. As notícias vão-se sucedendo e, entre preços baixos ou falta de garantias, vão aparecendo explicações várias para a impossibilidade de finalizar o processo. Recordemo-nos de que, há poucas semanas, foi divulgado publicamente, por fontes do processo, que se estava a tentar uma via de composição entre diferentes propostas, provavelmente com a famigerada solução da divisão dos ativos do banco por cada um deles. Esperemos que a demora não traga cansaço e que quem está a alienar continue a manter a mesma bitola de exigência, não aceitando propostas que possam ser subscritas por grupos portugueses conjunturalmente com menos capacidade económico-financeira do que os fundos estrangeiros que estão interessados.

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mais votado Anónimo Há 3 semanas


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comentários mais recentes
AMLG Há 3 semanas

E tudo muito bom mas, só o raio da divida é que teima em subir de forma galopante. O que interessam indicadores simpáticos se a divida continuar a galopar .... no limite, se fizermos um discurso de que a crise acabou e está tudo bem, se aumentarmos a malta toda e injetarmos dinheiro na economia, no curto prazo é certinho que os indicadores vão melhorar. O pior é se isso está a ser feito à conta de divida e não de forma sustentável. Temo que seja essa a forma perconizada por este governo (com a benção e o apoio do PR) e se assim for vai ser um estoiro dos grandes, maior ainda que o último!

Anónimo Há 3 semanas


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Anónimo Há 4 semanas

Fundo de Estabilização suporta apenas pensões por 14 meses, quando foi criado para suportar por um minimo de 24.
Em Junho de 2011. como é sabido, não havia fundos para pagamento de salários da Função Pública e pensões em Agosto.
Depois disso, jamais chegámos ao ponto em que estamos... Parabéns...

Anónimo Há 4 semanas

afinal é possível manter a segurança social pública.