Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 15 de junho de 2017 às 18:30

Máquinas assumem controlo nas bolsas

A gestão activa e passiva é um tema que tem agitado a indústria da gestão de activos nos últimos anos, com cada vez mais investidores a optarem por fundos de índice.

Mas esta discussão está a subir um novo patamar, uma vez que os algoritmos estão a assumir a primazia nas decisões de investimento, deixando a intervenção dos gestores e a escolha de acções reduzida a apenas 10% das decisões. Quem o diz é o JPMorgan, que argumenta que os modelos de algoritmos, cuja negociação é realizada por máquinas, estão a dominar os mercados accionistas, adianta o banco norte-americano, num relatório citado pela CNBC. "A maioria dos investidores de acções hoje não compra ou vende acções com base nos fundamentais específicos da acção", escreveu Marko Kolanovic, na nota. Segundo o mesmo especialista, a negociação de acções baseada nos seus fundamentais e na análise representa apenas 10% do volume de acções transaccionadas. Já o investimento passivo e quantitativo é de mais de 60%, mais do dobro da percentagem que detinha há uma década. E, na opinião de Kolanovic, a recente queda das tecnológicas terá sido provocada por uma alteração em modelos quânticos. Será o início do domínio dos robôs nas bolsas?

 

Jornalista

 

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