Celso  Filipe
Celso Filipe 10 de março de 2017 às 09:43

Marcelo omnipresente. Amante ou namoradinho?

As contas são da Cision. Em um ano de mandato como Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa foi notícia todos os dias, tendo-se produzido uma notícia em cada 13 horas sobre a actividade do inquilino de Belém. Conclusão: Marcelo está omnipresente.

Depois emerge uma questão de género. Ana Sá Lopes, no i, diz que Marcelo Rebelo de Sousa é "o namoradinho de Portugal". "Tirando uma pequena aldeia gaulesa de próximos de Passos Coelho que não perdoam o apoio explícito do Presidente ao Governo, mais outra pequena aldeia gaulesa à esquerda que considera que extravasa os seus poderes presidenciais, Marcelo bate todas as sondagens de popularidade."

No Diário de Notícias, Paulo Baldaia também usa a palavra namoro num editorial intitulado "A amante do Presidente", para fazer o escrutínio de um ano de mandato. Marcelo "quis ir para o altar sem noiva, mas depressa procurou companhia e não pode ter surpreendido ninguém que, à saída das urnas, tenha deixado o seu eleitorado desconsolado para saltar para os braços da amante. A geringonça é mais sexy, mas não é por isso que o Presidente a namora. (...) Marcelo namora a geringonça porque é a única solução governativa que existe."

Vítor Matos, jornalista do Observador, que em 2012 publicou uma biografia de Marcelo Rebelo de Sousa, em entrevista ao jornal i, não fala de namorados ou amantes, mas sublinha a natureza camaleónica do Presidente da República. "Marcelo adapta-se sempre às circunstâncias. Não é um rígido como Cavaco. Vai-se adaptar sempre às circunstâncias independentemente de quais forem."

Neste afã de Marcelo Rebelo de Sousa, Vítor Matos nota alguns exageros . "O Presidente tem de ser equidistante e ele não está a ser equidistante entre a oposição e o Governo."



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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

Quem ainda não tivesse percebido que o crédito bancário a empresas privadas e a particulares não pode ser concedido sem se aferir a real capacidade dos potenciais devedores para pagar as suas dívidas e a capacidade da economia para promover as condições de equidade e sustentabilidade, assentes nas tendências no mercado doméstico e mundial, que permitam pagá-las, percebeu agora. Resta também que se comece a ter igual entendimento e sensibilidade em relação ao crédito concedido a todo o sector público.

Anónimo Há 2 semanas

"É só conversa fiada", a maioria silenciosa PSD/CDS, Independentes e grande parte da abstenção vai
dar a resposta no momento próprio, o resto é só propaganda e bajulação.... que interessa ao PS.

eduardo.santos Há 2 semanas

Marcelo....Sr Presidente da Républica de Portugal....foi esta a resposta dada a um jornalista americano que intreplou o grupo onde ele estava quando andava á procura de ajudas a Guterres. -- Sr PR não se deixe levar por algumas balelas que se acumulam.

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