Carla Pedro
Carla Pedro 12 de novembro de 2017 às 19:27

May e Trump cobiçam Aramco e usam trunfos 

Os planos da petrolífera saudita para ser cotada em bolsa acenderam uma guerra de números entre Londres e Nova Iorque, as praças que disputam a candidatura e que têm maior probabilidade de serem escolhidas.

Riade quer abrir o seu capital ao resto do mundo. E, para isso, sabe que tem de apostar na transparência. Além da emissão de obrigações soberanas, tem estado a vender participações em empresas estatais e a Aramco não fugirá à regra, podendo a família real abrir mão de 5% da sua participação accionista. O que significa que a Aramco pode integrar uma grande bolsa já no próximo ano.

Os planos da petrolífera saudita para ser cotada em bolsa acenderam uma guerra de números entre Londres e Nova Iorque, as praças que disputam a candidatura e que têm maior probabilidade de serem escolhidas. Isto se a oferta pública de venda (OPV) não tiver lugar em território saudita - sendo que essa hipótese não está descartada.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, publicou um tweet na semana passada dizendo que a escolha de Nova Iorque seria "muito importante para os EUA". Mas a primeira-ministra do Reino Unido não se deixou ficar atrás. O Executivo de Theresa May ofereceu à Aramco um crédito de dois mil milhões de dólares para optar por Londres. O Tesouro britânico já veio dizer que esse crédito seria realizado através da Agência Britânica de Crédito à Exportação. A disputa ainda vai no adro.

 

Jornalista

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