Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 21 de janeiro de 2018 às 18:45

Menos reservas de capital, mais dividendos

Os grandes bancos norte-americanos apresentaram, na última semana, os resultados relativos ao quarto trimestre do ano. E, ao contrário dos exercícios anteriores, os números divulgados não foram os melhores.

Entidades como o Citigroup e o Goldman Sachs registaram os primeiros prejuízos em vários anos, penalizados pela reforma fiscal. Mas os resultados negativos não vão impedir os bancos de aumentar a remuneração accionista nos próximos anos, avança uma notícia do Financial Times. O CEO do Citigroup garantiu que mantém o plano para devolver 60 mil milhões de dólares do capital aos accionistas. E não é o único grande de Wall Street que está determinado em usar as reservas de capital para remunerar os accionistas. Depois de anos a reforçarem os rácios de capital, os principais banqueiros dão indicações de que poderão abdicar de parte destas reservas e aumentar a remuneração accionista. James Gorman, líder do Morgan Stanley, adiantou que o banco está "mais do que suficientemente capitalizado para o nosso negócio, tamanho e perfil de risco". Gorman adiantou ainda que espera que os reguladores do sector aprovem maiores "payouts", após os próximos testes de "stress". Será que os reguladores vão na conversa?

 

Jornalista

 

A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
comentar
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.