Fernando  Sobral
Fernando Sobral 24 de janeiro de 2017 às 09:29

Mentiras e verdades relativas na era Trump

Theresa May vai ser a primeira líder mundial a ser recebida por Donald Trump. Irá reatar-se a ligação forte entre a Grã-Bretanha e os EUA, mesmo sem Nigel Farage por perto?

Em Washington, discute-se outra coisa: quem tinha mais pessoas a assistir à investidura de Donald Trump? Ele ou Obama? As fotografias demonstram que foi Obama. Mas Sean Spicer, o porta-voz de Trump, diz que isso é uma mentira fabricada. No conservador Weekly Standard, Jonathan V. Last diz: "O tamanho das multidões não interessa. Mesmo nada. Não há correlação com qualquer sucesso presidencial. O que nos leva à questão: porque é que Spicer correu no segundo dia da administração para iniciar a sua relação com a imprensa a insistir numa mentira fácil de demonstrar? (…) É uma mentira deliberada. E isto não tem que ver com Sean Spicer. Ele já foi apanhado a mentir num passado recente." Promete. No New York Times, Paul Krugman olha para as questões de outro ângulo: "Se a América tivesse um sistema presidencial, Donald Trump (…) já estaria a enfrentar um voto de desconfiança. Mas nós não temos; e de alguma maneira vamos ter de sobreviver a quatro anos disto. (…) Trump fez grandes promessas durante a campanha, e assim o risco de desilusão é especialmente alto. Responderá ele às más notícias aceitando a responsabilidade e tentando fazer melhor? Renunciará à sua fortuna e entrará num mosteiro?"

No Independent, Paul Breen refere que: "A apresentação linguística de Trump é uma estranha série de 'soundbytes' que ele acredita serem poesia, filosofia e patriotismo que não prejudica. Ele faz fortes promessas em vez de soluções práticas. Há um elemento de teatro em toda a política, especialmente na política americana. Mas Trump representa uma forma diferente de teatro, não escrita segundo o argumento, mas feita de acordo com as necessidades do momento."



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comentários mais recentes
José Alexandre 24.01.2017

Sean Spicer deu um enorme baile na ultima conferência de imprensa, incluindo a resposta sobre audiências totais. A comunicação social vive na ilusão de ainda, como no passado, poder manipular, arrisca-se a transformar figuras menores em heróis. O acontecimento foi grandioso ponto final.

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