Raquel Godinho
Raquel Godinho 08 de fevereiro de 2018 às 19:50

"Millennials" trocam acções pela bitcoin

Vários têm sido os estudos que, ao longo dos últimos anos, têm sublinhado o reduzido investimento dos jovens com menos de 30 anos em acções. Em geral, a justificação apontada é o elevado risco deste investimento.

Um estudo do site de finanças pessoais Banrate, citado pelo MarketWatch, revela que as pessoas entre os 18 e os 39 deverão investir menos no mercado accionistas do que as outras gerações. De acordo com a mesma fonte, apenas um em cada três "millennials" deverá investir em acções, ao contrário dos 51% que o fazem na faixa entre os 36 e os 51 anos e os 48% que também o fazem entre os 52 e os 70 anos. Mas o curioso é que, apesar do pouco interesse em investir em acções, os "millennials" têm apostado nas criptomoedas, nomeadamente a bitcoin. São mesmo a geração que mais investe nestas moedas virtuais. A explicação é que consideram este investimento menos intimidante, apesar da sua natureza imprevisível. A bitcoin ganhou notoriedade, no ano passado, quando se aproximou dos 20 mil dólares, mas nos últimos dias desceu abaixo dos sete mil dólares. Ora, foram precisamente os contextos de queda dos mercados accionistas, como aquele que ocorreu em 2008, que afastaram os "millennials" desta classe de activos.

 

Jornalista

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