Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 23 de novembro de 2017 às 20:37

Na China, não há directiva que trave os "research"

Falta pouco mais de um mês para a entrada em vigor da nova regulação para os mercados financeiros. E não são pequenas as mudanças trazidas pela nova DMIF, sobretudo para quem produz notas de "research".

A obrigatoriedade de os intermediários financeiros cobrarem pelas recomendações produzidas pelos analistas ameaça a sustentabilidade financeira de muitas instituições, sobretudo entidades de menor dimensão. Uma estimativa divulgada recentemente pela agência Bloomberg avançava que mais de metade dos bancos de investimento na Europa fecharão os seus departamentos de "research" com a entrada em vigor da directiva, a 3 de Janeiro. Mas, se na Europa a tendência é para reduzir a emissão destas notas de investimento, na China está a aumentar a procura por "research". O Credit Suisse contratou 11 novos analistas de "research" de acções na China nos últimos meses, enquanto o JPMorgan planeia aumentar em até 40% a sua divisão de analistas na Grande China no próximo ano. Esta maior procura por cobertura de empresas chinesas acontece depois da inclusão de 222 acções chinesas classe A no índice MSCI Mercados Emergentes. Os analistas europeus com o emprego em risco já sabem para onde podem mandar o currículo.

 

Jornalista

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