Fernando  Sobral
Fernando Sobral 31 de agosto de 2017 às 10:03

Nacionalizar a Google, o Facebook e a Amazon?

O poder de empresas de plataforma como a Google, o Facebook ou a Amazon começa a causar calafrios em muitos níveis da sociedade.

Nick Srnicek, no Guardian é claro: "Precisamos de nacionalizar a Google, o Facebook e a Amazon. (…) A plataforma, uma infraestrutura que conecta dois ou mais grupos e lhes permite interagir, é crucial para o poder dessas empresas. Nenhuma delas se foca em fazer coisas da forma como as empresas tradicionais faziam. Pelo contrário, o Facebook conecta utilizadores, publicidade e empreendedores; a Uber, condutores e conduzidos; a Amazon, compradores e vendedores. (…) Os dados estão a tornar-se rapidamente a versão do século XXI do petróleo - uma fonte essencial para toda a economia global e o foco de uma intensa luta para os controlar. Se não tomarmos agora conta dos monopólios de plataforma, arriscamos que eles possuam e controlem a infraestrutura básica do século XXI." Um tema para reflectir.

No Independent, Bob Ward diz que Trump está a desmantelar toda a estrutura de prevenção dos efeitos das alterações climáticas para realizar o seu plano de construção. A 15 de agosto assinou uma ordem executiva para abolir as regras introduzidas por Obama que visavam antecipar a resistência das comunidades a catástrofes naturais. Agora Ward escreve: "Trump e a sua administração estão a tentar sistematicamente evitar que as famílias e os empresários americanos se protejam contra os crescentes riscos que enfrentam com as alterações climáticas.". No New York Times, David Brooks, um republicano, argumenta: "Donald Trump é o maestro. Estabeleceu a sua identidade política com base no nascimento, ganhou a nomeação republicana com a proibição dos muçulmanos, fez campanha pelo muro com o México, foi neutro em Charlottesville e perdoou ao racista Joe Arpaio. (…) É aqui que começa a dissolução do Partido Republicano. Os universalistas conservadores estão a perceber que o seu partido se tornou um veículo para a identidade branca e o conflito racial".


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