Ulisses Pereira
Ulisses Pereira 20 de novembro de 2017 às 10:41

Novembro sombrio

Nos últimos 10 anos, a bolsa viveu sob domínio dos ursos, à excepção de cerca de um ano e meio entre 2012 e 2014.
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As duas primeiras semanas deste mês foram marcadas por descidas na bolsa portuguesa que vieram reacender as dúvidas de muitos investidores sobre a saúde do mercado accionista nacional e muitos decretam já o final do estado de graça da praça portuguesa.

Não é de estranhar que tal aconteça. Nos últimos 10 anos, a bolsa portuguesa viveu sob domínio dos ursos, com excepção de cerca de um ano e meio entre 2012 e 2014. O medo das quedas e o fantasma das más memórias está sempre presente, mas desenganem-se aqueles que acham que os "bull markets" são feitos apenas de subidas. As correcções fazem parte deles, são fundamentais para afastarem as "mãos fracas" e possibilitarem a entrada de novo capital no mercado.

É inegável que chegará o dia em que uma aparente normal correcção se transformará na inversão da tendência de médio e longo prazo. E, nessa altura, os seguidores de tendência como eu estarão errados. Por isso, o importante é ir definindo os níveis que, se forem quebrados, me farão mudar de ideias. Como tenho frisado, a fronteira entre o "bull" e o "bear market" situa-se entre os 4.800 e os 4.850 pontos. Mas se quebrar o último mínimo relativo, na zona dos 5.050 pontos, seria um primeiro sinal de fraqueza relevante. Até que isso aconteça, encararemos este Novembro como apenas mais um mês de correcção na tendência de subida.

O actual "bull market" já leva mais de um ano de duração e já teve vários meses de queda. Os mercados são assim e colocam os investidores à prova a toda a hora. Seja qual for a nossa posição, o importante é que tenhamos a estratégia definida à partida, porque a emoção do momento retira lucidez. Os ursos mostraram que não hibernaram, mas continuam num território dominado pelos touros e ignorar isso é esquecer o que tem sido o último ano na bolsa portuguesa.


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