Pedro Fontes Falcão
Pedro Fontes Falcão 02 de janeiro de 2018 às 20:01

Novo ano, velhos desafios

Há muitos que se esquecem de que os objetivos definidos em anos anteriores ainda não foram atingidos, e que são essenciais para melhorarmos.

Começa um novo ano e muitas pessoas pensaram no que querem mudar e que objetivos querem atingir.

 

Por vezes, definem objetivos que na realidade são desejos, pois querem atingi-los, mas sem que isso resulte de novas ações ou atitudes dos mesmos, do género "quero ter um novo emprego", mas não definem o que vão fazer para o conseguir, esperando apenas que alguém lhes telefone a convidar para um processo de recrutamento.

 

Outras vezes, só tentam pensar em coisas diferentes dos anos anteriores, querem coisas novas. Mas o novo, por vezes, é apenas o que já pediram antes mas atualizado, do género quero um novo telemóvel, mas já tenho um que "pedi ao Pai Natal" há dois anos e que ainda funciona bem.

 

No entanto, há muitos que se esquecem de que os objetivos definidos em anos anteriores ainda não foram atingidos, e que são essenciais para melhorarmos.

 

Nas empresas, há muitos anos que é necessário atingir certos objetivos, mas parece que já "estão gastos" de tanto se falarem neles e por isso já ninguém os define para o próximo ano.

 

Nas empresas, creio que há muitos objetivos simples de atingir, caso houvesse vontade principalmente das chefias.

 

Um deles é curar a doença da "reunite aguda", fazendo com que as pessoas preparem as reuniões e sejam produtivas na sua discussão, gerando "outputs" claros de tarefas, responsáveis e datas no final da reunião.

 

Outro é reconhecer o trabalho dos outros e motivar as pessoas. Preocupar-se com os colaboradores, assim como dar um elogio é tão fácil…

 

Também é preciso premiar mais as pessoas pelo mérito. Se há superiores que não querem premiar ou motivar os seus colaboradores pois estes podem vir-lhes a ser uma ameaça, como é que os superiores dos superiores não conseguem saber e informar-se sobre o desempenho desses colaboradores? Não tentam saber o que se passa na empresa? Não vão aos espaços onde estão os colaboradores? Não falam com ninguém sem ser os seus subordinados diretos, ficando refém e podendo ser enganados por estes quando se trata de avaliar os colaboradores? Tanto talento é desperdiçado nas empresas, e depois surpreendemo-nos quando os jovens e menos jovens talentosos emigram…

 

E a falta de pontualidade? Se o chefe chegar a horas, e der um "raspanete" aos atrasados, a falta de pontualidade não se minimizaria muito?

 

Poderia continuar por muitas mais linhas, mas fico por aqui…

 

Bom ano novo e que se consiga atingir o velho desafio de melhor gestão nas empresas portuguesas para todos nós! Se quisermos, conseguiremos!

 

Gestor e docente convidado do ISCTE-IUL

Artigo em conformidade com o novo Acordo Ortográfico

pub