Fernando  Sobral
Fernando Sobral 21 de agosto de 2017 às 09:52

O atentado em Barcelona e a independência

O atentado terrorista nas Ramblas de Barcelona causou muitas reacções de repúdio, mas também abriu um novo espaço de debate político nas vésperas do "referendo" sobre a eventual independência da Catalunha.

Irá o atentado influenciar as decisões dos votantes? Indiferente a isso, Juan Arias, no El País, escreve: "Dói em mim essa Barcelona ensanguentada e ultrajada por um terrorismo sem bússola, que mata sem campo de batalha gente inocente e indefesa. (…) Barcelona é uma cidade onde talvez metade da sua gente chegou de outras partes de Espanha. É multicultural, trabalhadora, séria e com um amor particular pelo desenho e a arte. (…) Só a paz cria sonhos tranquilos. A violência engendra sempre monstros e nos transforma neles, como na metamorfose de Kafka." No El Confidencial, Joan Tapia acredita que: "As Ramblas voltarão a ser de todos." E acrescenta: "Assim como a democracia espanhola conseguiu coexistir com o terrorismo da ETA, acabando por a derrotar, também agora as democracias europeias têm de fazer frente a um novo terrorismo islâmico. Até que seja derrotado policial e ideologicamente. E o fanatismo islâmico pode ser mais resistente do que a dogmática Batasuna que, no final, teve de abandonar a violência.

Enquanto isso, cresce a tensão política. O preço da dívida pública da Catalunha está a aumentar, porque não se sabe o que se decidirá a 1 de Outubro. E o diferencial entre o preço da dívida espanhola e da catalã deve aumentar ainda mais. Mas há quem fale que poderá haver um contágio, agravando a dívida de Espanha. No El Confidencial, Marcos Lamelas argumenta: "Não é que os políticos catalães queiram o 'default' da economia espanhola. A estratégia política é chegar à beira do precipício, mas não cair nele. (…) A maioria dos analistas diz que a incerteza deterioraria a economia catalã. Mas isso não se passou. A economia catalã cresceu 3,5% em 2016, mais do que a espanhola."
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mais votado surpreso 21.08.2017

Sem dúvida.Perseguem os querem falar espanhol,mas convivem com assassinos potenciais,porque são de "esquerda".Pôr-se a jeito...

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surpreso 21.08.2017

Sem dúvida.Perseguem os querem falar espanhol,mas convivem com assassinos potenciais,porque são de "esquerda".Pôr-se a jeito...

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