Fernando  Sobral
Fernando Sobral 10 de fevereiro de 2017 às 09:45

O Brasil e o caos no seu Espírito Santo. E não só

O ambiente no Brasil não está fácil. Não é só a crise política e económica no resto no país. É também a crise social e de segurança na capital do estado do Espírito Santo, Vitória.
 

A Polícia Militar deixou de patrulhar as ruas (pedindo aumentos salariais) e como resultado a insegurança é total: até agora contabilizam-se 95 mortos. Como resultado, Brasília enviou 1.200 militares do exército e da Força Nacional para o estado. Na Folha de S. Paulo, o colunista Janio de Freitas escreve: "O que estourou em Vitória é pedaço de realidade instalada país afora." Mas, nos jornais nacionais brasileiros, do que mais se fala é de corrupção. Sabe-se que o senador Edson Lobão foi indicado pela bancada do PMDB para presidir à Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que vai analisar as competências do ex-ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que foi indicado por Michel Temer para o Supremo Tribunal Federal. Pormenor: o nome de Lobão já apareceu no âmbito da operação Lava Jato. O senador nega. No Globo, Ricardo Noblat fala de uma conspiração de políticos para acabar com a Lava Jato. E acrescenta: "O Supremo Tribunal Federal corre o risco de virar um reduto de ministros que matam no peito e chutam. Pela maioria dos seus ministros, o STF quer libertar Eduardo Cunha, preso em Curitiba, mas adia a decisão com medo da opinião pública - conhecida também como 'a besta'. É bom não provocá-la."

Eduardo Cunha, investigador, regressou ao passado, quando foi para presidente da Telerj (a estatal de comunicações do Rio de Janeiro) em 1991, por indicação do tesoureiro do presidente Fernando Collor de Mello, PC Farias. Agora diz ele com orgulho, depois de ter sido escutado pela polícia: "Isso é uma característica da minha biografia. Eu, como presidente da Telerj, trouxe o telefone celular para o Brasil. Fui eu que fiz a instalação da telefonia celular no país." Está dito.



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