Fernando  Sobral
Fernando Sobral 23 de agosto de 2017 às 09:57

O Brasil vai virar semipresidencialista ou parlamentar?

Lula da Silva ainda não é candidato às presidenciais brasileiras mas já anda em campanha. Mas, no meio da confusão política em que se tornou o país, agora discute-se mudanças constitucionais.

Pelo meio a deputada do PSDB, Shéridan Oliveira, diz: "Nossa pauta não pode ser só delação e Lava Jato. Ninguém discute o Brasil". Bem interessante é o artigo de Jurema Werneck, na Amnistia Internacional, no El País/Brasil: "Há um ano, a comunidade internacional sentia certa admiração pelo meu país. Os Jogos Olímpicos estavam prestes a começar, o evento esportivo mais importante do mundo. No entanto, as Olimpíadas terminaram e tudo o que se esperava do Brasil durante anos se evaporou. Hoje, muitas das infraestruturas construídas, nas quais foram gastos bilhões de reais, nem sequer são usadas. O mesmo aconteceu com outras grandes obras realizadas para a Copa do Mundo de 2014. Ali onde se exibia o esplendor, hoje está o abandono. (…) O mundo já não olha o Brasil e, se o faz, é com desespero. Já não parece um país confiável para investir. Só aparece na agenda internacional em casos de corrupção nos quais políticos e governantes estão envolvidos."

Entretanto o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, vem no Estado de S. Paulo defender: "Nosso presidencialismo é hoje um sistema de crises permanentes". Quer parlamentarismo. Já Michel Temer diz que o semipresidencialismo seria útil ao país. E cita o modelo de Portugal e França, que diz serem semelhantes. Acrescentou: "O presidente tem uma presença muito grande. (…) Não adianta instituir um parlamentarismo em que o presidente é fraco." Sintetizando tudo, J. R. Guzzo, na Veja: "Sempre que aparece no noticiário a informação de que os políticos deste país estão fazendo alguma coisa "enxuta", você já pode contar: estão preparando mais um golpe do vigário contra os seus interesses, e particularmente contra o seu bolso."
A sua opinião2
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
surpreso 23.08.2017

Para lamentar,enquanto o Lula não fôr preso

Camponio da beira 23.08.2017

Nos ultimos anos tem sido Para Lamentar. Como nós|!

pub