Fernando  Sobral
Fernando Sobral 20 de julho de 2017 às 09:27

O Brexit e os perigos da inteligência artificial

Os conversações sobre o Brexit ainda agora começaram, mas já estão envolvidas em polémica. Theresa May acha que os seus pares estão a sabotar as suas acções.

Mas há quem diga que com uma política fixada no Brexit, o Governo britânico está a esquecer o resto. Indiferente a isso Elon Musk, o CEO da SpaceX (que quer colonizar Marte, numa jogada pouco ecológica) e fundador do PayPal e CEO da Tesla Motors, veio dizer que: "A inteligência artificial ameaça a nossa civilização". Pede mesmo regulação estatal: "Até que as pessoas não vejam robôs a matar seres humanos na rua não se entenderão os perigos da inteligência artificial." É um tema para reflectir.

Sobre o Brexit, Rafael Behr, no "Guardian", opina: "Há uma coisa que David Davis compartilha com Boris Johnson, um dos seus rivais na batalha da sucessão, se Theresa May for deposta. Ambos têm, no governo, a reputação de ignorar as notas dos 'briefings'. (…) A missão Apollo 11 é uma melhor metáfora do que o secretário do Brexit pensou. Demorou grande parte da década para planear. Custou biliões. Foi executada por profissionais e não pela improvisação. Para além disso aterrar na Lua foi só metade do empreendimento: a Nasa não teria começado a contagem regressiva sem um plano para fazer regressar os astronautas à Terra. Mas Davis já está a atirar-nos para fora da órbita da Europa numa trajectória indefinida, sem respeito pelas leis da gravidade". Pode acontecer o pior. Mas, como escreve William Hague, corroído por Trump ter decidido adiar a sua ida a Londres, por razões de segurança, no "Daily Telegraph": "Receber Donald Trump tornou a França orgulhosa. A Grã-Bretanha deveria dar atenção a isso". Já Jeremy Warner, no mesmo diário conservador londrino, acrescenta: "O maior perigo para Theresa May não é o Brexit mas os salários estagnados e o nível de vida".


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