Fernando  Sobral
Fernando Sobral 12 de Dezembro de 2016 às 09:44

O Brexit e os sonhos e segredos de Theresa May

O Labour sofreu uma derrota eleitoral. O Parlamento quer que Theresa May revele os pormenores do seu plano para o Brexit.

Os tribunais ouvem e decidem. A Grã-Bretanha agita-se, entre as frases incendiárias de Boris Johnson. O Spectator foi ver como a primeira-ministra gere o n.º 10 de Downing Street. Ela partilha com os jornalistas: "Só sou primeira-ministra porque sou deputada e só sou deputada porque o eleitorado de Maidenhead me elegeu. Nunca devemos esquecer as nossas raízes." Segundo May, a proximidade aos votantes ajuda a explicar porque o sistema britânico é mais democraticamente responsável do que o da União Europeia. Sobre o futuro, diz: "Penso que há genuinamente uma oportunidade para nós. Deveríamos andar pelo mundo a promover a mensagem do comércio livre. Para ver o que podemos fazer fora da União Europeia."

No Daily Telegraph, Fraser Nelson escreve: "Se Jeremy Corbyn queria saber algo sobre o Brexit de Theresa May, só tinha de perguntar. Quando o Labour pediu no Parlamento que ela revelasse o seu plano, a ideia era embaraçá-la durante uns dias. Ela concordou. Os seus pedidos eram simples: fim da livre circulação de pessoas, o que provavelmente implica fim do mercado comum. E não ao Tribunal Europeu de Justiça e as suas variadas imposições. Ela vai tentar ter tantas tarifas livres para o comércio com a Europa, mas ninguém sabe se terá sucesso. E é isto: a estratégia do Brexit revelada. Não há mais mistérios." Por seu lado, no Independent, Simon Jenkins avança: "A alegria de uma Constituição não escrita é que todos podem reclamar ser os seus guardiães. E isso inclui jornalistas, professores, soldados e, acima de tudo, juízes. (…) Em 2015, o Parlamento pediu especificamente ao eleitorado um 'sim' ou 'não' à Europa. Ninguém na altura sugeriu que o Brexit poderia não ser o Brexit. Ficou claro que 'não' significava saída." Agora parece que ninguém tem a certeza.


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