Fernando  Sobral
Fernando Sobral 27 de outubro de 2017 às 09:00

O Brexit, o poder de Martin Selmayr e Interrail para jovens

Lembram-se do Interrail? Pois o gropo de eurodeputados do PPP quer dar Interrails de borla para todos os que têm menos de 18 anos, para que possam conhecer o continente. Resta saber se os comboios portugueses vão resistir à planeada invasão.

Enquanto isso Diz-se em Bruxelas que começa a ser visível a animosidade entre o poderoso chefe de gabinete de Jean-Claude Juncker, o alemão Martin Selmayr e o negociador-chefe da UE para o Brexit, Michel Barnier. Em Westminster, Selmayr é "desdenhado" de forma total, segundo o "Politico". No meio de tudo isto não deixam de ser curiosas as declarações de Radoslaw Sikorski, o antigo MNE polaco: "A Grã-Bretanha está quase a descobrir que quando negoceia com a UE como não-membro, a palavra negociação é polida". Mais: "O mais provável que aconteça é que a Grã-Bretanha - pressionada pelo tempo e pelo caos nas fronteiras - precise de se adaptar ao mandato de negociações da UE27".

Ciente disso, Ivan Rogers, que se demitiu do cargo de representante permanente do Reino Unido na UE em Janeiro, por não concordar com a fórmula do Brexit, disse, ouvido na Câmara dos Comuns: "O Reino Unido foi lixado nas negociações do Brexit porque accionou o Artigo 5º demasiado depressa". Disse que um cenário "sangrento" de não-acordo até Dezembro poderá terminar numa guerra comercial e com tentativas de agressão de parte a parte. No "Independent", Tom Peck escreve sobre o já célebre jantar de Theresa May com Juncker: "Como toda a gente que já jantou com Theresa May sabe, um jantar desastroso com ela não é notícia. Na verdade veteranos polidos dessas ocasiões traumáticas são conhecidos por dizer que, no final, até os talheiros estavam a olhar de relance à porta. O não desastro jantar com Theresa May é que seria notícia". Resta saber quem contou o que se passou. E todos apontam para Martin Selmayr. Por ser o único alemão à mesa, diz Peck.

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