Fernando Ilharco
Fernando Ilharco 29 de novembro de 2017 às 19:21

O coração da mudança

Mudar, as coisas mudam sempre; pode é não ser como queremos. Esse é o problema da mudança: como conseguir que as mudanças que queremos fazer sejam as mudanças que vão ser feitas? Dito de outra forma: porque é que tantas mudanças correm mal?

Muda-se por isto ou aquilo, como reacção individual ou grupal ao que correu mal, como adaptação a um mundo que muda. Biologicamente, mudamos para nos mantermos vivos; para nos mantermos úteis, para sobreviver e prosperar.

 

Ao longo de algum tempo assumiu-se que uma boa mudança dependia de um bom plano. Estudava-se bem o problema, aplicava-se o melhor conhecimento, elaborava-se um plano e as coisas aconteciam. Mas vezes demais não foi o que se passou.

 

Uma mudança eficaz não depende apenas de um bom estudo; claro que o saber, técnico e estratégico, é necessário, mas não é suficiente. O que falta então?

 

A resposta, confirmada, estudo após estudo: o envolvimento das pessoas. Quem muda as organizações são as pessoas que lá estão, que as constituem. Não são os planos, nem o conhecimento. Mudar uma organização é a mudança nas pessoas dessa organização. E para que isso aconteça é necessário ganhar as emoções, conquistar o coração dos profissionais. Partilhar a solução e o problema. Partilhar o que está a correr mal, ouvir e mexer com as emoções e motivações das pessoas, falar dos perigos que se correm, dar a conhecer os desafios e ouvir e ouvir de novo.

 

Emoção é moção. As emoções fazem o movimento, fazem a mudança. O coração da mudança é a mudança do coração.  

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