Fernando  Sobral
Fernando Sobral 13 de fevereiro de 2017 às 09:36

O destino da Europa e do Reino Unido. Eleições e previsões

Muito do destino da União Europeia joga-se nas presidenciais francesas. E o Reino Unido não pode ficar indiferente a isso, diz Martin Kettle, no Guardian: "Uma vitória de Emmanuel Macron daria uma hipótese à UE de se salvar a si própria.

Na verdade, a eleição de um centrista liberal, comprometido com uma Zona Euro menos centrada na austeridade e recusando impor fronteiras internas dentro da UE, seria um acontecimento de grande significado no continente. Uma vitória de Macron seria um desaire para os que acreditam que o Brexit e Trump terão um efeito dominó. Seria uma rejeição da Frente Nacional e dos partidos estabelecidos da Quinta República." No Independent, Mark Steel disserta sobre os dilemas britânicos: "O Parlamento votou, ainda vamos ter o país de volta, agora somos livres da Europa e por fim poderemos fazer o que queremos - desde que a América permita isso. Foram os conservadores que gastaram décadas a odiar-se uns aos outros por causa disto, até que o seu primeiro-ministro pediu um referendo, no qual não foi determinante, e que acabou acidentalmente por destruir 50 anos de estratégia económica da Grã-Bretanha. Mas foi o Labour que acabou dividido."

Bem interessante é o perfil do Spectator sobre Sajid Javid, filho de um muçulmano, que faz parte do governo de Theresa May, como secretário das Comunidades. Javid é um fã de Ayn Rand, a guru da "direita libertária" americana, e lê sempre, para um grupo de convivas que junta antes do Natal, parte de uma das obras emblemáticas dela, "The Fountainhead". Diz Sajid Javid sobre o livro: "É sobre o poder da individualidade. Sobre lutar pelo que acreditas contra a opinião popular. E ser aquele indivíduo que acredita em algo e combate por isso." E diz mais: "Uma das razões, ou a razão principal porque entrei para o Partido Conservador, foi para promover o progresso social e a mobilidade social."


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