Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 12 de outubro de 2017 às 19:45

O difícil reequilíbrio dos preços do petróleo

As perspectivas da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para o mercado petrolífero estão a melhorar. O cartel acredita que a procura está a acelerar e que os cortes de produção estão a começar a surtir efeito, algo que deverá materializar-se em cotações mais elevadas.

Mas a Agência Internacional da Energia (AIE) não partilha esta visão tão optimista. Para a agência, os "stocks" de crude a nível global, a maior produção fora da OPEP e a lenta recuperação da procura poderão dificultar a recuperação das cotações do "ouro negro" em 2018. "Os nossos números actuais para o primeiro trimestre de 2018 implicam a construção de um 'stock' de até 0,8 milhões de barris por dia", refere a AIE, citada pela CNBC, adiantando que em termos globais, em 2018, "a procura por petróleo e a produção fora da OPEP vão crescer aproximadamente ao mesmo volume e é este 'outlook' que pode agir como uma barreira às aspirações para preços de petróleo mais elevados." A AIE assume que o reequilíbio entre a oferta e a procura está, de facto, a acontecer, mas a um ritmo mais lento do que os produtores que assinaram o corte de produção de petróleo gostariam. Um reequilíbrio que está a sair caro para os produtores.

Jornalista

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comentários mais recentes
ahah Há 1 semana

o paradigma do crescimento economico baseado no petroleo acabou!!! A evoluçao do carros eletricos e o seu crescimento no mercado automovel é um exemplo disso. O preço do petroleo nao vai ultrapassar no futuro previsivel os 60 USD.