Fernando  Sobral
Fernando Sobral 21 de abril de 2017 às 08:53

O dólar, o euro, o IRS dos americanos e a Coreia do Norte

Parece que nada disto está ligado. Mas, na verdade, vivemos num mundo global. O futuro do dólar, do euro, do IRS que os americanos pagam e a Coreia do Norte fazem parte do mesmo sistema solar.
Na revista "Asia Times", Sean Rushton escreve: "No actual sistema global, o dólar e o euro, em conjunto, representam cerca de 40% do PIB mundial. Quando juntamos a isso nações com câmbios ligados a elas - 13 nações que incluem a China, os países do Golfo Pérsico, Hong Kong, parte da América do Sul e África estão ligados ao dólar; 22 nações, sobretudo na Europa e na África estão ligadas ao euro - a área combinada do euro e do dólar valem mais de dois terços da economia global." É um tema para reflectir.

Na "Newsweek", Robert Reich fala sobre os impostos dos Americanos: "Donald Trump está a propor um corte de 14,1% no IRS no OE do próximo ano. Isto é incrivelmente estúpido. (…) Trump odeia o IRS e há muitos anos que o combate. Há razões para acreditar que ele não deseja sequer pagar os seus próprios impostos. Mas não há nenhuma razão para ele fazer explodir o défice do orçamento federal e oferecer outra herança aos ricos".

No "New York Times", Nicholas Kristof, escreve sobre a crescente tensão na fronteira coreana e sobre as possíveis decisões do presidente norte-americano: "Trump é assustador em muitas coisas, mas o mais terrível pesadelo é ele escorregar para uma nova guerra na Coreia. (…) O general Gary Luck, um antigo comandante americano na Coreia do Sul, estima que uma nova guerra na Coreia poderia causar um milhão de vítimas e um trilião de dólares de prejuízos. E se Trump tentar acelerar o processo com um ataque preventivo? Então que Deus nos ajude". Ninguém tem dúvidas que uma guerra ali colocaria em causa todos os precários equilíbrios mundiais. Só não se sabe se Trump percebe isso.


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