Fernando  Sobral
Fernando Sobral 15 de maio de 2017 às 09:47

O FBI, as explicações de Donald Trump e a economia

Os responsáveis máximos das agências de inteligência dos EUA colocaram em causa as explicações de Donald Trump sobre a eventual interferência russa nas eleições de 2016. E fizeram-no no Congresso.

Quando um senador perguntou aos chefes da CIA, da NSA e do FBI se a Rússia interferiu nas eleições eles responderam: sim. Isto cruza-se com o despedimento do director do FBI, porque continuava a investigar o caso e estava a chegar muito próximo do círculo de poder da Casa Branca. Muitos fazem comparações com o Watergate. Não deixa de ser curioso que os responsáveis dos serviços de inteligência sejam republicanos (exceptuando o director interino do FBI), o que mostra que a questão não se explica apenas pela política partidária. As explicações contraditórias de Trump sobre o caso também não ajudam. No "Washington Post", Charles Krauthammer escreve: "Trump estava cada vez mais agitado com a investigação às actividades russas e à postura pública de Comey nisso. Se Trump achava que a demissão matava o inquérito e a história, ou pelo menos a adiava, teve o deslize da década. Despedir Comey trouxe mais atenção à história russa do que algo imaginável. Não vai parar a investigação do FBI".

Já no "New York Times", Timothy Egan argumenta: "Ele (Trump) é um homem que não partilha valores democráticos básicos. Donald Trump é o primeiro presidente na história cuja campanha está sob investigação federal por conluio com uma potência estrangeira hostil". Já agora, fale-se de economia. Robert Reich, na "Newsweek" fala da reversão por Trump das medidas para prevenir uma nova crise bancária. E diz: "Talvez Trump pense que esquecemos o que aconteceu quando Wall Street transformou a economia num gigantesco casino e depois necessitou de um resgate pago pelos contribuintes. Talvez Trump pense que os americanos esqueceram que perderam os empregos, as casas e as poupanças nos efeitos colaterais".


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