Fernando  Sobral
Fernando Sobral 30 de agosto de 2017 às 10:02

O fim (por enquanto) da "Guerra dos Tronos" e a política

A sétima temporada da "Guerra dos Tronos" terminou. Fica-se agora a esperar os próximos, e derradeiros, episódios da série.

Mas tudo o que se viu serve para reflexão sobre os nossos dias. Rachel Withers, na Slate, escreve: "Não foi a primeira vez que Cersei mencionou ter sido uma estudante do seu pai. 'Deverias ter tido mais atenção quando o pai falou sobre a importância do ouro', diz Cersei para o 'mais estúpido' Lannister, Jaime, no final do episódio 7 da Guerra dos Tronos. 'Eu sei que era chato para ti. Só querias caçar e montar a cavalo e lutar. Mas eu ouvi. E aprendi'". Aprendeu por exemplo a importância do Banco de Ferro, que poderá financiar o seu exército de mercenários. Em troca de juros. Sansa também aprendeu com os mais velhos. Antes da sua irmã cortar a garganta de Littlefinger diz: "Obrigado por todas as vossas lições. Nunca as esquecerei". Não se duvida. Agora ela é a mulher que manda em Winterfell. Como escreve: "No seu coração, a Guerra dos Tronos sempre foi uma história sobre famílias. Houve grandes líderes de casas e outros cruéis, espertos e burros. Mas os melhores jogadores desejaram aprender com alguém, fosse os amigos, inimigos ou pais".

Na Village Voice, Lara Zarum analisa: "A tensão central desta temporada - salvamos o mundo ou salvamo-nos a nós próprios - é uma reflexão familiar sobre a crise existencial que é o presidente Trump. (…) O mais excitante deste final, como de toda a temporada, foi toda a estratégia, as conversações entre aliados e inimigos, as negociações, as persuasões e acordos: em suma, a política". Já no Guardian, Archie Bland argumenta: "Assim, em vez de rumar a norte, Cersei busca o apoio dos mercenários e dos mestres dos universo no Banco de Ferro para financiar a sua louca traição. Para mim, esta decisão foi o momento da Guerra dos Tronos. (…) Como a analogia do mundo real do Banco de Ferro, algo difícil de sustentar aconteceu a esta história: tornou-se demasiado grande para falhar." 


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