Fernando  Sobral
Fernando Sobral 18 de outubro de 2017 às 09:32

O jantar de Juncker com Theresa May. E o assassínio em Malta

Theresa May e Jean-Claude Juncker tiveram um jantar "íntimo", segundo o Politico/Europe, em que a primeira-ministra britânica tentou conquistar o presidente da Comissão Europeia e o chefe das negociações, Michel Barnier, para as suas teses.

Entretanto o Independent diz que se não houver acordo com a UE sobre o Brexit isso custará a cada família britânica, por anos, 500 libras. No Guardian, Aditya Chakrabortty escreve: "A política, segundo se diz, é a arte do possível. Já não. Não na era do Brexit e de Trump. Em 2017, a política é a arte do impossível. De assinar cheques em branco e de atirá-los ao vento. De fantasias e de promessas de que elas serão reais amanhã, aos eleitores. (…) O leão britânico rugirá, promete o secretário dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson, enquanto Liam Fox, o ministro antigamente conhecido como desgraçado, atira-se à BBC por ser demasiado pessimista". No Independent, Ben Chu alerta: "Alguém falou dos 'brexiters'? O seu último pedido é que a Grã-Bretanha se prepare para um 'não acordo' no Brexit para demonstrar aos europeus que estamos a levar a sério a saída se não conseguirmos o que queremos. (…) Só que o Brexit não é a Guerra Fria. Não há armas nucleares britânicas viradas para a Europa e vice-versa. Haveria consequências graves para a UE se não houver acordo. (…) Mas as consequências seriam piores para o Reino Unido. Caos nos portos, voos em terra, danos massivos na indústria doméstica, perdas de empregos, tudo se seguiria."

Em Malta, uma conhecida jornalista, Daphne Caruana Galizia, que foi uma das principais investigadoras dos Papéis do Panamá, foi assassinada. Colocaram uma bomba no seu carro. Na sua última mensagem no seu blogue, escreveu: "Há bandidos em todos os sítios para onde se olhe. A situação é desesperada." O Politico, que a considerou uma das personalidades mais influentes na Europa em 2017, diz que "era uma mulher Wikileaks, em cruzada contra a falta de transparência e corrupção em Malta, uma ilha famosa por ambas".
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