Rui Barroso
Rui Barroso 12 de fevereiro de 2017 às 16:42

O jogo de forças na guerra fria do mercado cambial 

Existe uma guerra fria nos mercados cambiais, com alguns dos maiores bancos centrais do mundo a fazerem espécies de "operações secretas" para diminuir o valor das suas moedas, segundo a Pimco.

A gestora Pimco considera que se está a entrar numa nova fase dessa guerra fria, em que alguns dos participantes tentam evitar que um dos rivais avance para um confronto directo e explícito. E esse factor pode muito bem ser a explicação para que o dólar tenha interrompido este ano a tendência de subida dos últimos meses.

A Pimco nota que no ano passado, entidades como o BCE, o Banco do Japão e o banco central da China tomaram medidas de política monetária que constituíram "operações secretas" para desvalorizar as suas moedas. Mas salienta que esta guerra fria vive agora uma nova fase com Trump na Casa Branca.

A Pimco nota que para manter o jogo de equilíbrios que caracterizam este tipo de guerras, o BCE, o Banco do Japão e o próprio Banco da China estão a refrear novas operações. É que o receio de que com Trump os EUA entrem em confronto aberto, trazendo para terreno a artilharia do proteccionismo, pode estar a falar mais alto. Se isso será suficiente para travar o conflito, a Pimco diz que só o "tempo e os 'tweets' o dirão".

 

Jornalista

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comentários mais recentes
Anónimo 12.02.2017

Essa pratica de interferir no valor das moedas , existe ha muitos anos; nao se admirem!

surpreso 12.02.2017

Tempo e bom senso,que vai existindo nos mercados