Fernando  Sobral
Fernando Sobral 17 de julho de 2017 às 09:38

O labirinto onde se perde a família Trump

Donald Trump já adiou para o ano a visita a Londres. Agora foi visitar Donald Trump numa derradeira tentativa de voltar a unir os dois lados do Atlântico.

No meio de tudo cresce o rumor da "conexão russa". Sobre isso Mary Dejevsky, no Independent, escreve: "Não tenham medo de Donald Trump Jr. - tenham receio dos atiradores obcecados em destruir as relações dos EUA com a Rússia." E acrescenta: "Do meu ponto de vista, o mais devastador argumento que surgiu da saga Trump-Rússia é que, como o Watergate, tem mais que ver com a reacção do que com qualquer acção. Se Trump tentar deter a investigação do Departamento de Justiça sobre o alegado conluio russo sobre a eleição, isso seria visto como obstrução da justiça e levaria ao fim da sua presidência." No Washington Post, Michael Gerson argumenta: "Tudo o que sabemos sobre o conluio - e não há outra palavra sobre o assunto - entre os principais conselheiros do então candidato Donald Trump e o que eles supunham ser um advogado ligado ao Kremlin que oferecia coisas sujas sobre Hillary Clinton, é que o que é mais chocante é que ninguém no campo de Trump ficou chocado. (…) O trumpismo é um sistema descontraído de crença que deixa passar e desculpa a rigidez dos contraentes, o engano dos estudantes, o logro dos investidores, a exploração das mulheres e as práticas de nepotismo e contratos com o mesmo. Uma fé onde atraiçoar é um sacramento."

David Brooks, no New York Times, acrescenta: "O avô Friedrich de Donald Trump emigrou para os EUA com 16 anos em 1885. Foi para o Oeste em busca da riqueza e fixou-se em Seattle onde abriu um restaurante que, segundo a historiadora da família Gwenda Blair, incluía um local para um bordel. (…) A Casa de Trump espalhou um insecticida em qualquer código de conduta e assim continua a esmagar qualquer decência básica."

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