Fernando  Sobral
Fernando Sobral 19 de julho de 2017 às 09:32

O Obamacare sobrevive. E a saúde de Trump?

Mais senadores republicanos anunciaram que se opõem à lei que pretende substituir o Obamacare, o que mostra que Trump poderá muito bem defrontar-se com uma realidade com que não contava.

Retirar os cuidados de saúde a milhões de americanos sem uma opção válida tem custos políticos. E muitos já o entenderam.

No New York Times, Jennifer Steinhauer escreve: "Os republicanos voltaram a aprender uma lição que os atormentava desde o New Deal: um direito, uma vez estabelecido, quase nunca pode ser retirado. (…) Desde que o Affordable Care Act foi aprovado no Congresso, que os republicanos prometeram anulá-lo. No início muitos votantes estavam com eles (…), mas com os anos, como milhões de americanos ficaram com seguros pela lei que foi baptizada com o nome de Obama, o programa de saúde tornou-se mais popular, mesmo sob governadores republicanos."

No Weekly Standard, John McCormack opina: "A última versão da lei dos republicanos para substituir o Obamacare morreu na terça-feira quando os senadores republicanos Mike Lee e Jerry Moran anunciaram a sua oposição à legislação." E agora, que fará Trump?

Os seus problemas poderão ser outros, como intui Antonio Navalon no El País/Brasil: "No dia em que o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, reunir o secretário de Estado, Rex Tillerson, o da Segurança Interna, John Kelly, o da Defesa, James Mattis, e o do Tesouro, Steve Mnuchin, e decidirem se Donald Trump está ou não mentalmente capacitado para presidir o império do norte, tudo terá acabado. (…) Hoje o Russiagate deixa Watergate, moral, legal e factualmente, não só nas catacumbas da evolução tecnológica do século XXI, mas também destrói o espírito dos pais fundadores e a moral inerente à Declaração de Independência" Os próximos tempos prometem.


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