Fernando Ilharco
Fernando Ilharco 07 de setembro de 2017 às 19:15

O poder da auto-sugestão

O mais importante para atingir objectivos, para vencer, é o que fazemos a nós próprios. Ter a certeza que se consegue faz a diferença.

Mas não se trata de sentir que sou capaz, nem de esperar que corra bem, de desejar ser capaz, de estar motivado para se dar o melhor. Tudo isso é bom, mas acreditar que se é capaz, ter a certeza de que vai acontecer, vai mais longe.

 

Antes de uma tarefa difícil, de uma apresentação exigente, de uma reunião decisiva, alguma vez teve a certeza de que as coisas iam correr bem? A certeza, uma convicção segura de que se vai ganhar, faz a diferença. Ela causa o comportamento, a atenção e o envolvimento que facilitam que se vença.

 

A questão é como conseguir esta certeza? Parte da resposta é a auto-sugestão. Dizendo a nós mesmos, vezes sem conta, determinada e honestamente, que vamos conseguir. A determinação é importante. E a honestidade também; isto é, vamos conseguir porque trabalhamos para isso.

 

Muhammed Ali, o campeão mundial de boxe, dizia ser "a repetição das afirmações" - confiantes, que trabalhamos mais e melhor - "que levam a acreditar, e quando essa crença é profunda as coisas começam a acontecer". A convicção nasce no trabalho exigente, nos resultados que conseguimos, mas também no que dizemos a nós mesmos.

 

"A vontade tem de ser mais forte do que a técnica", dizia Ali, apesar de a técnica ter de ser de topo. A auto-sugestão compromete-nos perante os outros e face a nós mesmos, forçando-nos a dar o máximo. Os objectivos penetram no subconsciente, modelando instintivamente o nosso esforço. O acreditar que faz a diferença assenta neste processo de construção.

 

Professor na Universidade Católica Portuguesa

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