Raquel Godinho
Raquel Godinho 17 de dezembro de 2017 às 18:54

O que é que rende mais do que as acções e o ouro?

2017 tem sido um ano positivo para as acções e também para o ouro. Mas há quem consiga melhores retornos, conta o Financial Times. É o caso do vinho.

O índice Liv-ex 100, que inclui o movimento de mil bons vinhos, apreciou 11,3% em libras, até ao final de Novembro, e chegou mesmo a atingir um máximo histórico. Já o ouro avançou 1,4%, em libras, enquanto o índice britânico, o FTSE 100, somou 6,6%, no mesmo período. E o ganho do ouro seria ainda mais expressivo em dólares: 21,8%. Um ganho que também supera a subida de 20,5% acumulada pelo S&P500, até ao final de Novembro, e a valorização de 11% do ouro em dólares. A contribuir para este desempenho está o maior interesse dos compradores chineses. Estes investidores voltaram ao mercado, depois de terem saído na sequência das campanhas lançadas no país. Além disso, explicam os especialistas em vinhos, os investidores chineses têm vindo a diversificar a sua aposta por diversas regiões. E, acrescentam os mesmos especialistas, o mercado de Borgonha tem estado na frente da valorização, ao registar uma produção inferior à de Bordéus. Para 2018, a expectativa é de que os ganhos se mantenham. Os investidores em vinho têm razões para celebrar...com um bom copo de vinho.

 

Jornalista

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