Fernando  Sobral
Fernando Sobral 29 de dezembro de 2016 às 09:36

O que nos reserva 2017? Uns cisnes negros?

Fazem-se as últimas contas sobre 2016. E todos sabem que 2017 está cheio de incógnitas. Diversas eleições europeias, a começar pelas alemãs, dão o mote às dúvidas.

No "Daily Telegraph", Matthew Lynn avança com cinco cisnes negros para o próximo ano, de uma possível guerra comercial entre a Alemanha e os EUA ao colapso tecnológico da China. E escreve: "Um banco italiano terá de ser resgatado. O presidente Donald Trump escreverá um tweet estúpido a meio da noite. A UE multará o Facebook/Apple/Amazon com umas quantas centenas de milhões de euros por invadirem a privacidade/fugir aos impostos/criarem um monopólio do mercado (apaguem o que acharem apropriado)." Pergunta, "onde estarão os cisnes negros?"

No "Politico/Europe", Florian Eder vira-se para o futuro próximo da UE: "Pouco mais de duas semanas após o início do novo ano os deputados europeus escolherão o seu novo presidente que sairá, quase de certeza, de três candidatos centristas: no centro-direita, Antonio Tajani do Partido popular Europeu; no centro-esquerda, Gianni Pittella dos Socialistas e Democratas; e o líder dos liberais, Guy Verhofstadt, para surpresa de toda a Bruxelas, ainda não disse se é candidato ou não. Pela primeira vez em muito tempo é uma corrida aberta - e complicada. Nenhum dos três pode vencer sem que um dos outros se retire. Nenhum dos três pode alcançar o emprego se os outros dois juntarem forças, excepto se permitirem à extrema-direita ter uma palavra a dizer, e historicamente os principais partidos nunca desejaram fazer isso, vendo isso como prejudicial para o projecto europeu." E acrescenta: "Este é o jogo político das galinhas e a questão é: quem será o primeiro a ficar danificado?". Na "Prospect", Chris Bickerton fala de uma "Europa em revolta". E diz: "Em toda a Europa os partidos principais lutam para liderar a confiança e fé dos votantes." Os europeus estão zangados, é o que é.



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