Raquel Godinho
Raquel Godinho 11 de janeiro de 2018 às 20:50

O que valem as previsões para os investidores?

Craig Johnson, estratego da Piper Jaffray, foi um dos mais optimistas dos últimos anos. Em Agosto de 2012, lembra o MarketWatch, acreditava que estava a começar um "bull market" de longo prazo.

Neste período, o índice de referência norte-americano, o S&P500 deveria valorizar 43%. Ou seja, deveria subir dos 1.400 pontos em que negociava na altura para os cerca de 2.000 pontos. Uma previsão em que, como sempre acontece, nem todos acreditaram. Mas, na verdade, este índice quase duplicou de valor neste período. Ao longo dos anos, Craig Johnson manteve-se optimista em relação ao desempenho dos mercados accionistas. Recentemente, revelou a sua estimativa de que o índice deveria valorizar cerca de 7% em 2018. Mas este optimismo parece estar a desvanecer. É que, revela o site financeiro, esta semana, o especialista publicou uma nota intitulada "Entrando na zona de perigo". Este sentimento mais negativo é justificado pelo desempenho das obrigações norte-americanas a dez anos, cuja inversão da tendência de queda das "yields" pode penalizar as acções. E, por isso, Johnson antecipa que as acções podem enfrentar uma "saudável correcção" no curto a médio prazo. Esta queda pode chegar aos 20%. Será a hora de sair das acções?

 

Jornalista

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mais votado Valeram a George Soros… Há 6 dias

O que valem as previsões para os investidores?
Podem valer.
Isto porque, se houver muitos a acreditarem nelas, por mais débil que seja o seu fundamento, podem arrastar um número suficiente de crentes que acabam por as concretizar.
È o chamado efeito Pigmaleão que se supõe não deixar de actuar significativamente no caso de grandes bolhas especulativas e subsequentes crashes.
A consideração do efeito de feedback dos investidores sobre os mercados terá estado na base do êxito de George Soros, e é referido no seu livro “The Alchemy of Finance”
Quanto a considerar à letra as previsões para justificar investimentos, ensaiei pessoalmente tal estratégia com o que eu considero em teoria e na prática as melhores previsões possíveis (previsões de consenso).
Usei uma base de dados de ações dos EUA e do Canadá, no período 1999-2017.
Não fui feliz: o melhor resultado que salvo erro obtive foi um património final cerca de metade do que teria sido possível obter com um investimento passivo no S&P !

comentários mais recentes
Valeram a George Soros… (3) - Agradecimento Há 5 dias

Malgrado todo o meu prudente ceticismo expresso nos comentários supra
(fundados em “saber de experiência feito”, amiúde muito amargo)
– não quero ser “mal agradecido” relativamente à Previsão nesta notícia publicada.
Para mim toda a previsão, seja de quem for, venha de onde vier
- tem sempre um conteúdo de utilidade que a justifica,
e não deixo de estar grato a quem lhe esteve na origem e a quem a publicou.
Agora, segui-la ou não segui-la, proceder ou não simetricamente ao aconselhado
– como bem se compreenderá, tal é fruto de uma experiência pessoal
(que terá sido tudo menos fácil ou pouca laboriosa, mas de que não me queixo ao Destino:
deu-me a independência financeira para proceder sempre de acordo com a minha consciência, e enfrentar, quando necessário os interesses mais poderosos.
E isso é dádiva que nunca olvido, e que começou na minúscula, mas para mim sempre inesquecível Bolsa Portuguesa…)

Valeram a George Soros… (2) - Balde de água fria Há 6 dias

"O que valem as previsões para os investidores?"

Cf. no Google artigo pertinente e elucidativo:

"The Long-Term Value of Analysts' Advice in the Wall Street Journal'S
Investment Dartboard Contest"

Valeram a George Soros… Há 6 dias

O que valem as previsões para os investidores?
Podem valer.
Isto porque, se houver muitos a acreditarem nelas, por mais débil que seja o seu fundamento, podem arrastar um número suficiente de crentes que acabam por as concretizar.
È o chamado efeito Pigmaleão que se supõe não deixar de actuar significativamente no caso de grandes bolhas especulativas e subsequentes crashes.
A consideração do efeito de feedback dos investidores sobre os mercados terá estado na base do êxito de George Soros, e é referido no seu livro “The Alchemy of Finance”
Quanto a considerar à letra as previsões para justificar investimentos, ensaiei pessoalmente tal estratégia com o que eu considero em teoria e na prática as melhores previsões possíveis (previsões de consenso).
Usei uma base de dados de ações dos EUA e do Canadá, no período 1999-2017.
Não fui feliz: o melhor resultado que salvo erro obtive foi um património final cerca de metade do que teria sido possível obter com um investimento passivo no S&P !