Rui Barroso
Rui Barroso 17 de abril de 2017 às 20:02

O regresso a um sector em que já se foi infeliz  

A indústria do petróleo de xisto nos EUA sentiu o impacto do período de baixos preços, entre meados de 2014 e início de 2016, que levou a cotação de mais de 100 dólares para pouco mais de 25 dólares.

Com essa quebra, muitas empresas americanas do sector entraram em incumprimento, o que chegou a causar preocupação devido à exposição do sistema financeiro. Mas após esse susto e do corte da torneira de crédito, a recuperação dos preços para valores acima de 50 dólares levou novamente bancos e fundos de investimento a apostar forte na indústria do xisto. Só nos primeiros três meses do ano, a indústria financeira reservou 20 mil milhões de dólares para financiar o sector do xisto, segundo dados da consultora Preqin, citados pela Reuters. E desta vez, a aposta nem se deve tanto à expectativa de mais subidas do preço. Mas sim à capacidade de as empresas do sector em baixarem os custos de produção que lhes permita lucrar mesmo com o petróleo a 40 dólares. É um regresso a um sector onde a indústria financeira já foi infeliz. Mas que poderá compensar, desde que a OPEP mantenha os cortes de produção e que não exista uma nova corrida à exploração nos EUA que leve a produção a sair muito acima do antecipado pelo mercado.

 

Jornalista

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