Rui Barroso
Rui Barroso 24 de agosto de 2017 às 19:51

O regresso às armas de destruição financeira

As obrigações de dívida colateralizada (CDO, na sigla em inglês) estão de regresso ao arsenal dos mercados. Foram consideradas como armas de destruição financeira em massa e  exacerbaram a grande crise financeira de 2008.

Mas, com a volatilidade bem abaixo da média histórica e com os juros em mínimos, os fundos mais agressivos estão a aumentar as apostas neste tipo de instrumento, segundo o Financial Times. E, como a sigla CDO ainda faz tremer os mercados, assumem um novo nome: "bespoke tranches" (numa tradução mais livre, tranches feitas à medida). São instrumentos financeiros que empacotam dezenas de diferentes "credit-default swaps"  (derivados que perdem e ganham valor com a percepção de risco de determinado emitente e que dão ao seu vendedor a obrigação de pagar somas avultadas em caso de falência). E que depois são vendidos à fatia a investidores. Entre os grandes compradores estão "hedge funds" como a Apollo e a Blue Mountain, segundo o FT. Já entre os principais engenheiros financeiros a montar estes instrumentos estão o JPMorgan, o BNP Paribas. O Goldman Sachs também quer investir nesta área. A História tem tendência a repetir-se porque a sede por ganhos faz com que a memória seja curta.

 

Jornalista

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