André  Veríssimo
André Veríssimo 23 de janeiro de 2017 às 20:32

O risco Le Pen segundo o mercado de dívida

As eleições presidenciais francesas serão o próximo grande campo de batalha entre o populismo e os partidos tradicionais. E a possibilidade de Marine Le Pen conseguir surpreender não pode ser descartada. Esta preocupação já é visível no mercado obrigacionista.

A Bloomberg assinala que a diferença entre os juros exigidos a França e a Espanha na dívida a 10 anos é a menor desde 2010, rondando os 60 pontos base. Ou seja, a percepção de risco de Paris é cada vez mais parecida com a de Madrid, mesmo a República Francesa tendo um "rating" AA e Espanha BBB+, cinco níveis abaixo. A taxa da dívida francesa tem também vindo a afastar-se da alemã, com a diferença a ser a maior em mais de dois anos.

 

Este comportamento é atribuído à incorporação pelo mercado da hipótese de uma vitória de Le Pen nas eleições, que têm a primeira volta marcada para Março. Como se sabe, uma das prioridades da Frente Nacional é tirar França da Zona Euro.

 

As sondagens continuam a dar poucas hipóteses a Le Pen. A última, da Ipsos Sopra Steria, dá-lhe a liderança com 25% a 26% dos votos, à frente de François Fillon, o candidato da direita. Marine deverá ganhar à primeira volta, mas com este "score" será difícil que vença à segunda. Pois, mas o Brexit também ia sair derrotado.

 

Jornalista

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surpreso 23.01.2017

Coitado do Costa,prejudicado,ou pela Merkel,ou pela Le Pen.Porque a ele a Lagarde dise que ia muito bem...