Salvador Palha
Salvador Palha 28 de dezembro de 2016 às 09:36

O serviço do cliente na era digital

Vivemos num período histórico a que muitos autores já chamam era digital. A revolução tecnológica, possibilitada pelo aparecimento da internet e pela vulgarização do computador pessoal, permitiu reduzir distâncias de todo o género, no tempo e no espaço.
A globalização dos bens e serviços não seria possível sem ela. Nem a quebra das barreiras entre rotas comerciais e o acesso a novos mercados.

A relação entre as empresas e os seus clientes alterou-se profundamente. Cada consumidor exige resultados práticos em prazos cada vez mais curtos e quer ser poupado a desnecessárias deslocações. Agora tudo se encontra à distância de um clique nos nossos dispositivos móveis. No mundo comercial contemporâneo, quase nada existe fora do espaço digital, forçando os grupos empresariais a adaptar-se aos novos desafios do empreendedorismo.

Os consumidores do século XXI dominam em larga medida as novas tecnologias: não dispensam o telefone multiusos, são consumidores assíduos das redes sociais, valorizam a inovação e a troca de experiências informáticas. Partilham os seus dados pessoais com uma vasta rede de amigos e são muito mais desinibidos do que as gerações anteriores no relato de experiências de diversa ordem. Conexão é, para eles, uma palavra-chave.

Funcionam em rede, portanto, neste tempo que permitiu concretizar tantos sonhos antecipados durante décadas pelos melhores autores de ficção científica. Nenhum sector está imune às novas tendências.

Neste cenário, novos desafios apresentam-se também à banca. Com a necessidade premente de interagir a todo o momento com os clientes, recebendo ficheiros e ordens de transação através dos meios digitais. Uma tendência cada vez premente em países como Portugal, integrados no sistema monetário europeu.

A criação da Área Única de Pagamentos em Euros (SEPA - Single Euro Payments Area) veio reforçar essa integração monetária e eliminar as barreiras técnicas, legais e de mercado que caracterizavam o período anterior à introdução da moeda única. As medidas de regulação introduzidas neste espaço forçaram as instituições financeiras a pôr em prática medidas adicionais de segurança e de autenticação das suas transações.

Esta desmaterialização da relação entre o utente e a instituição bancária está bem patente nos serviços proporcionados pelo mBank, que garante integridade, confidencialidade e segurança das transações eletrónicas realizadas pelos clientes.

Para as situações em que isto não é possível, existe uma interface web que serve de intermediária no tratamento dos dados recebidos pelos clientes, integrando ambos os sistemas para que as transações sejam recebidas em segurança.

Recorrendo a certificados digitais autenticam-se de forma indubitável os intervenientes na transação, validando os seus poderes de representação, no sentido de verificar se quem as realizou tem poder legal para esse efeito. Além disto, assina digitalmente as transações e, portanto, garante que a informação trocada não é alterada durante o percurso, utilizando selos temporais para validar datas e horas.

Esta solução aumenta a segurança, assegura a privacidade da informação e contribui para a preservação digital de longa duração. 
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