Fernando  Sobral
Fernando Sobral 06 de junho de 2017 às 09:37

O terrorismo e as eleições britânicas. De quem é a culpa?

As eleições britânicas estão à porta e muito se joga nelas. Até o destino político de Theresa May que parecia ir viver uma jornada triunfal e, aparentemente, poderá ter surpresas.
Os atentados de Londres trarão alguma mudança na opinião do eleitorado? E como se comportam os principais líderes políticos. Norman Tebbit, no Daily Telegraph, não tem dúvidas: "Depois da London Bridge, não devemos esquecer de que Jeremy Corbyn nos teria deixado ainda mais inseguros." Não deixa de ser curioso o que escreve Steve Hilton, que foi o director de estratégia de David Cameron, o anterior primeiro-ministro conservador: "Theresa May é a responsável pelas falhas de segurança na London Bridge, em Manchester e na Westminster Bridge. Deveria resignar e não procurar a reeleição." E isto porquê? Porque May foi a secretária do Interior e responsável pelos enormes cortes na polícia britânica.

No Guardian, Owen Jones escreve: "Já chega! Eram essas as frases inscritas nas bandeiras dos polícias quando marcharam contra os cortes na polícia impostos por Theresa May, que foi secretária do Interior durante seis dos últimos sete anos." Mais: "May diz que há demasiada tolerância para com o extremismo. Sim, primeira-ministra, tenhamos esta conversa. O que dizer do que se escreveu sobre a investigação do Governo sobre o financiamento estrangeiro e o apoio a grupos extremistas? Aparentemente o relatório foca-se no papel da ditadura da Arábia Saudita e deveria ter sido publicado há um ano. Porque não foi? Talvez porque embarace um regime vicioso armado até aos dentes pelo Governo britânico." Ora é aqui que mais uma vez as decisões políticas de muitos governos europeus e dos EUA (como se viu na recente venda de armas milionária pelos EUA a Riade) são pouco transparentes. E é nesse ponto que também as eleições britânicas se podem decidir.


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comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

A culpa é do anti-liberalismo primário incutido aos jovens pelos sindicatos e pela esquerda, de forma tão intelectualmente desonesta e dogmática como o faz o fundamentalismo islâmico.

Anónimo Há 3 semanas

E o mais curioso é que estes falhados islâmicos são todos descendentes de magrebinos e árabes que imigraram para a Europa Liberal de raiz Cristã e já aqui nasceram. Agora não tenham dúvidas de que a política de imigração de portas escancaradas, defendida pelas esquerdas sindicais que vêem no factor trabalho um fim em si mesmo e no sindicato o clube que fanaticamente apoiam quais tiffosi inebriados pelo keynesianismo desmiolado e o marxismo anti-capital (como se houvesse alguma distinção entre os factores produtivos a não ser o valor que a sua combinação consegue gerar com base na mais economicamente racional alocação dos mesmos), que acolhe o novo tsunami de imigrantes islâmicos, vai criar mais umas quantas legiões de falhados destes prontos a sacrificar os nossos jovens europeus de matriz cultural judaico-cristã.

Anónimo Há 3 semanas

Os europeus são vítimas da Sharia, anti-liberal e inerentemente anti-mercado, dos direitos adquiridos. A mesma que defende o direito ao trabalho dê por onde der e os empregos e generosos benefícios sociais garantidos para a vida toda e sempre a subir, o keynesianismo despesista do tipo que ordena a abertura de buracos nas ruas só para depois os ter que tapar logo de seguida e assim ver o PIB anual crescer por virtude de um efeito multiplicador quase bíblico que acaba sem pão ou sem peixe alguns para a multidão e o esquema em pirâmide da Segurança Social estatal cuja base se estreita a cada ano que passa e desemboca na imigração "open door", sem critérios de selectividade orientados para as reais necessidades ditadas pelas forças de mercado a cada momento. Nos condomínios fechados para as elites cada vez mais enclausuradas, como One Hyde Park, muitos deles financiados por Estados islâmicos, tudo está tranquilo...

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