Pedro Fontes Falcão
Pedro Fontes Falcão 07 de fevereiro de 2017 às 20:22

O verde é bom?

O Governo anunciou na semana passada o arranque de projetos de energias renováveis num investimento de 800 milhões de euros, diversificado por centrais solares, centrais de biomassa, um projeto de energias das ondas e parques eólicos, a realizar por vários investidores.

Em outubro passado, o Governo aprovou um pacote de medidas de alterações às receitas de certos produtores de energia do regime especial (que abrange fontes renováveis e unidades de cogeração).

 

Entre estas e mais medidas, surgem-me várias questões. Antes de mais, e em geral, investimentos de entidades privadas no nosso país são boas notícias. Nesta área, os investimentos, além de pretenderem a criação de riqueza, trazem também benefícios como uma maior autonomia energética de Portugal e menor impacto ambiental. Algumas das desvantagens têm que ver com o elevado capital inicial (maior nalgumas fontes). Parte desses montantes são suportados pelos consumidores ou contribuintes? Justifica-se que isso aconteça?

 

A energia eólica tem vantagens e desvantagens. As críticas à energia eólica podem pôr em causa toda a estratégia de energias renováveis?

 

Não se deve discutir a estratégia energética do país como um todo, embora também tendo em conta as especificidades de cada tipo de energia renovável e não renovável?

 

Há opiniões de pessoas inteligentes tanto a favor como contra a estratégia energética nacional e as energias renováveis. Convinha que houvesse um esforço de todos para clarificar de vez as pessoas que montantes de investimentos, em que fontes de energias renováveis e com que oneração aos consumidores ou contribuintes é que realmente esses investimentos fazem sentido, para tentar acabar de vez com as polémicas e nos unirmos numa estratégia clara num setor tão relevante para Portugal. O nosso país merece!

 

Gestor e docente convidado do ISCTE-IUL

 

Artigo está em conformidade com o novo Acordo Ortográfico

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