Rui Barroso
Rui Barroso 18 de julho de 2017 às 20:57

OPEP enfrenta primeira deserção do acordo

No passado, o Equador já desertou da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Em 1992 deu um murro na mesa por ter sido impedido de aumentar as quotas de produção e saiu da organização.

Reentraria em 2007. Mas está a contrariar novamente as directrizes da OPEP. Os responsáveis do Equador anunciaram publicamente que, contrariamente ao definido no final do ano passado num acordo arrancado a ferros, vão deixar de cortar produção e aumentá-la de forma gradual, segundo a Bloomberg. Argumentam que têm de produzir mais para aliviar a pressão financeira e que houve um acordo não escrito que lhes daria a possibilidade de tomar essa opção. Além disso, como são o terceiro país que menos produz na OPEP, defendem que esta opção não tem impacto nos esforços para o reequilíbrio do mercado. Mas os 14 países da OPEP têm um histórico de não quererem cortar mais que outros, o que torna os acordos tão difíceis de alcançar. E se o Equador enfrenta problemas financeiros, uma parte dos membros da OPEP, como a Venezuela, Angola e Argélia, por exemplo, também passam por constrangimentos orçamentais. E as consequências de uma primeira deserção podem deitar os esforços da OPEP por terra.

 

Jornalista

A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub