Camilo Lourenço
Camilo Lourenço 17 de Julho de 2012 às 23:30

Ora tomem lá (juízes, partidos e outros...)!

O FMI avisou Portugal que a solução para ultrapassar o chumbo do Tribunal Constitucional aos cortes dos subsídios só pode vir de... outros cortes na despesa.
O FMI avisou Portugal que a solução para ultrapassar o chumbo do Tribunal Constitucional aos cortes dos subsídios só pode vir de... outros cortes na despesa. Não pode ser com mais impostos, o que impossibilita a tributação do 13º mês dos privados. Coisa que se infere do acórdão do TC (apesar da caricata explicação do seu presidente...).

Esta "recomendação" mostra bem a encruzilhada em que estamos. O país está amarrado por uma constituição obsoleta, que é um travão à economia. E das duas uma: ou os partidos a alteram, ou a Constituição é atropelada pela realidade (não foi o que aconteceu quando o TC autorizou o corte de subsídios em 2012?).

A bola está agora do lado dos partidos que assinaram o programa de ajustamento, que terão de se entender quanto às alterações constitucionais que permitam uma verdadeira reforma do Estado. Que passa também pela redução de empregos e cortes salariais no Estado porque não há dinheiro para lhes pagar (para pagar aos funcionários o Estado está a endividar-se)…

A situação é ainda mais complicada porque se nota uma clivagem clara entre o FMI e a Comissão: o Fundo admite flexibilizar a duração do programa (um erro!) e a Comissão não está para aí virada (mais facilmente aceitará receitas extraordinárias). Moral da história: estamos metidos num sarilho. Porque se não fizermos o que nos mandam, a torneira fecha.

P.S. - D. Januário Torgal Ferreira perdeu o juízo. Chamar corrupto ao governo sem substanciar a acusação é crime! Fora a falta de memória face aos desmandos do governo anterior. O Vaticano devia mandá-lo para um "retiro" prolongado antes que ele desgrace a imagem da Igreja portuguesa...

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comentários mais recentes
Emst 30.08.2012

É fundamental esclarecer que a função publica não é a causadora de todos os problemas. Existem vários itens que caem por terra na aversão ao funcionalismo público.
1º Não é verdade que não existe despedimento na função pública. Então e os professores? E em muitos outros sectores que as pessoas passam pelo sector publico apenas temporariamente?
2º Se a média do vencimento público é de € 1500,00 quer dizer que existem muitos que recebem menos que esta quantia. Por isso se chama média, no entanto todos os que recebem acima dos € 1100,00 ficaram sem o subsídio de férias e vão ficar sem o subsídio de Natal. Quantos no público não recebem muito mais?
3º Quem governa o funcionalismo publico? O governo claro! Mas estes senhores pertencem a quem? Ao setor publico ou ao privado? Segundo me parece os governantes não ficaram sem os respetivos subsídios. Nesse caso parece que o privado é que tem responsabilidade na gestão do público, nomeadamente por o estado não ter dinheiro. Dinheiro esse, que deveria pagar ao setor publico.
4º Sendo o setor público pago pelo estado, este sabe o que paga e o setor não pode fugir aos impostos. E o privado? Será que todos descontam sobre o que ganham? Se conseguem fugir aos impostos quer dizer que o estado não recebe o que devia. O que faz com que não tenha dinheiro.
E então? A culpa ainda é do público?
Se o estado não tem dinheiro é graças ao privado que fogem aos impostos mas ostentam bastante riqueza que o governo que é constituído por privados não fiscaliza. Mas é mais fácil culpar o setor publico, desde logo por pertencer á entidade que não tem dinheiro e depois porque não se perde eleições.
Os ladrões vão continuar a roubar, mas a culpar sempre as vitimas…

emst 30.08.2012

É fundamental esclarecer que a função publica não é a causadora de todos os problemas. Existem vários itens que caem por terra na aversão ao funcionalismo público.
1º Não é verdade que não existe despedimento na função pública. Então e os professores? E em muitos outros sectores que as pessoas passam pelo sector publico apenas temporariamente?
2º Se a média do vencimento público é de € 1500,00 quer dizer que existem muitos que recebem menos que esta quantia. Por isso se chama média, no entanto todos os que recebem acima dos € 1100,00 ficaram sem o subsídio de férias e vão ficar sem o subsídio de Natal. Quantos no público não recebem muito mais?
3º Quem governa o funcionalismo publico? O governo claro! Mas estes senhores pertencem a quem? Ao setor publico ou ao privado? Segundo me parece os governantes não ficaram sem os respetivos subsídios. Nesse caso parece que o privado é que tem responsabilidade na gestão do público, nomeadamente por o estado não ter dinheiro. Dinheiro esse, que deveria pagar ao setor publico.
4º Sendo o setor público pago pelo estado, este sabe o que paga e o setor não pode fugir aos impostos. E o privado? Será que todos descontam sobre o que ganham? Se conseguem fugir aos impostos quer dizer que o estado não recebe o que devia. O que faz com que não tenha dinheiro.
E então? A culpa ainda é do público?
Se o estado não tem dinheiro é graças ao privado que fogem aos impostos mas ostentam bastante riqueza que o governo que é constituído por privados não fiscaliza. Mas é mais fácil

reformado II 25.07.2012

Está provado. Casa onde não há pão,todos rslham e ninguém tem razão

Anónimo 25.07.2012

osenhor sabe que oque arruína o nosso país,pois eu vou dizer.lhe é os ordenados avultados de ministros, tropas,deputados, gestores de coisa nenhuma tachos da EDP´como catroga cardona etc.,ordenados elevados de presidentes de bancos, de portugal para não verem nada.agora andam aborrecidos porque não sabem se vão a receber ao subsídios que eles acham que tem direito...osenhor não sabe nada.....

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