Fernando  Sobral
Fernando Sobral 11 de Janeiro de 2017 às 09:26

Os dilemas da Europa. E o elogio a António Horta Osório

Europa espera. É a sua sina. Agora espera por eleições que possam decidir algo. Arcadi Espada, no "El Mundo", reflecte sobre o seu futuro: "Os inimigos da Europa são novos de nome.

Todos eles fazem parte do seminal inimigo europeu que é o nacionalismo e contra ele se desenhou a arquitectura política do pós-guerra. A Europa é uma construção paradoxal. Foi feita por Estados para acabar com eles. (…) Esta origem e as dificuldades extraordinárias da empresa aconselharam a que os dirigentes europeus fossem cuidadosos na sua relação com a soberania. Transladado para o nosso tempo esse cuidado original é o que explica a resposta ante tão diversas iniciativas que ameaçaram gravemente a Europa: o referendo da Escócia, a actividade secessionista do governo da Catalunha e o Brexit". (…) A Europa tem de pôr fim à política de sussurro e decidir-se a falar com a voz da grande maioria dos Europeus".

No "L'Express", Christian Makarian escreve: "Assistimos a uma espécie de ataque internacional dos regimes autoritários, que não têm entre si nem uma fraternidade nem um ideal universal comum, mas que se reconhecem pelos seus métodos. (…) Quanto aos grandes ideais que constituíam o 'código genético' das democracias, e que ofereciam a impressão de um consenso, não fazem parte do paladar dos nossos dias nos países ricos". São debates sobre a Europa. Mas, na Grã-Bretanha, Jeremy Warner, no "Daily Telegraph", reflecte sobre mais um passo para afastar o Lloys da órbita pública: "Quase uma década depois de ter resgatado o Lloyds Bank o Governo está prestes a recuperar o seu dinheiro. (…) É uma reviravolta face aos dias negros de 2008, quando se temia que todo o sistema bancário britânico pudesse colapsar e não é um tributo menor às acções tomadas por António Horta Osório, que ali chegou de pára-quedas do Santander como Chefe Executivo, guiando o barco de volta a águas calmas".



A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar