Fernando  Sobral
Fernando Sobral 09 de março de 2017 às 09:40

Os EUA entre as escutas e os planos de saúde

Como é que Donald Trump vai tratar da saúde aos americanos? Riscado o Obamacare, muitos republicanos dizem que o seu plano é uma coisa pouco sólida.

Enquanto isso o Presidente insiste nas escutas. Mas, já se descobriu a sua fonte: Mark Levin, que tem um programa de rádio. As suas alegações de escutas plantadas pelos homens de Obama foram convenientemente amplificadas pela Breitbart News, a única coisa que Trump lê. Acreditou e escreveu aqueles "tweets". O resultado está à vista. Devin Nunes, o presidente republicano do comité de "inteligência" da Câmara dos Representantes, já veio dizer que: "Até este momento não temos evidência de nada." E acrescentou, mostrando mais uma vez que os republicanos têm de modelar as acções de Trump: "Como sabem o Presidente é um neófito em política. Penso que muitas das coisas que diz vocês lêem-nas literalmente. Algumas vezes ele não tem 27 advogados e equipa para olhar para o que faz…" Está explicado.

David Ignatius, no Washington Post, escreve, por seu lado: "O comportamento de Trump no último ano, com o crescer das acusações de acção russa encoberta para ajudar a sua campanha, é comparável à sua vida empresarial. Como director executivo da organização Trump ele negociava de forma dura. Quando era processado, muitas vezes também processava, criando uma litigação cara que intimidava muitos adversários. Ele não gostava de resolver casos com a teoria de que compromissos convidavam a mais ataques." No New York Times, Ross Douthat fala sobre o tema do Obamacare: "Na política de saúde, como em muitos outros temas, o Partido Republicano é um organismo que já não sabe em que é que acredita. O que nos recorda as semelhanças de Trump com Jimmy Carter, que presidiu a um partido que sofria uma dose de crise similar de crença. (…) Diz-nos como Trump poderá falhar; mas não nos diz se ele falhará mesmo."



A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
Saber mais e Alertas
pub
pub