Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 05 de julho de 2017 às 20:37

Os ursos e touros que rodeiam o petróleo

O petróleo voltará a entrar numa tendência de subida, em mercado touro. Prevê-se assim, nos próximos meses, um combate duro entre ursos e touros. Qual será mais forte?

Os preços do petróleo têm vivido numa verdadeira montanha-russa, nas últimas semanas. Depois de um início de ano positivo, o "ouro negro" começou a ceder gradualmente os ganhos registados desde o anúncio do acordo de corte de produção por parte dos maiores exportadores de petróleo do mundo. Mas a estratégia da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) passou a ser ameaçada pela recuperação da exploração do petróleo de xisto nos EUA. Uma pressão que pesou nas cotações e que levou o petróleo a entrar em mercado urso. Mas pode ser por pouco tempo.

 

Depois de as cotações terem registado o maior ciclo de ganhos em sete anos, o UBS antecipa uma forte recuperação da matéria-prima no segundo semestre do ano. O analista Giovanni Staunovo, em declarações ao MarketWatch, adiantou que vê o WTI a negociar nos 58 dólares antes do final do ano, enquanto o Brent deverá transaccionar na casa dos 60 dólares, valores que implicam uma valorização de 23% e 20%, respectivamente. Ou seja, caso se confirmem estas subidas, o petróleo voltará a entrar numa tendência de subida, em mercado touro. Prevê-se assim, nos próximos meses, um combate duro entre ursos e touros. Qual será mais forte?

 

Jornalista 

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