Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 18 de outubro de 2017 às 20:05

Ouro ainda reluz mais que a bitcoin para os analistas

O gigante de Wall Street continua a preferir o ouro às criptomoedas e defende que o receio e a riqueza continuam a ser os grandes catalisadores do metal precioso.

A ascensão astronómica das criptomoedas tem gerado um intenso debate no universo financeiro. Enquanto alguns especialistas dizem que a valorização de divisas virtuais como a bitcoin está apenas a começar, comparando a moeda ao ouro, outros argumentam que estas subidas em flecha são injustificadas e estes activos estão numa bolha especulativa. É o caso do UBS. Para o banco suíço, citado pela CNBC, "a rápida subida das avaliações das criptomoedas nos últimos meses é uma bolha especulativa" e dificilmente a bitcoin se tornará uma moeda convencional. Apenas desde o início do ano, a bitcoin escala mais de 470%. Um desempenho estonteante que também não convence o Goldman Sachs. O gigante de Wall Street continua a preferir o ouro às criptomoedas e defende que o receio e a riqueza continuam a ser os grandes catalisadores do metal precioso. "Os metais preciosos continuam a ser uma classe de activos relevante nos portefólios modernos, apesar da sua falta de 'yield'", escreveram os analistas Jeffrey Currie e Michael Hinds, citados pela agência Bloomberg. Apesar dos ganhos promissores das criptomoedas, os grandes bancos de investimento parecem continuar a preferir o brilho, ainda que mais moderado, do ouro.

 

Jornalista

pub