Rui Barroso
Rui Barroso 20 de julho de 2017 às 20:17

"Partners" accionistas do Goldman em vias de extinção 

A tradição Goldman Sachs que, para o bem e para o mal o tornou num dos maiores poderes dos mercados financeiros, já não é o que era.

Era um dos pilares da cultura Goldman. Mesmo após a entrada em bolsa, os "partners" da entidade mantinham posições significativas no capital do banco. Isso era uma forma de controlar os destinos do banco e de mostrar ao mercado que as pessoas-chave apostavam a fortuna no crescimento da entidade financeira. Nem a ida para o mercado, em 1999, tinha destruído essa tradição que tinha começado a ser construída desde a sua fundação, em 1869. Mesmo após a entrada em bolsa, mais de 60% do capital estava nas mãos dos dirigentes que tinham sido promovidos a associados da entidade. Mas nos últimos anos essa cultura Goldman tem perdido força, com os "partners" a desfazerem-se das acções. Entre saídas de pessoal-chave que aproveitou para vender as posições e as mais-valias que actuais associados quiseram fazer com os recentes máximos das acções, a proporção de capital do banco detida pelos cerca de 450 associados é agora de menos de 5%, o valor mais baixo de sempre. A tradição Goldman Sachs que, para o bem e para o mal o tornou num dos maiores poderes dos mercados financeiros, já não é o que era. E o banco tem agora de ser gerido mais em função do mercado do que dos seus próprios associados.

 

Jornalista

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