Assunção Cristas
Assunção Cristas 02 de janeiro de 2017 às 13:15

Pensar global, resolver local

Para quem gosta de política, os anos de eleições são momentos entusiasmantes porque se devolve ao povo a palavra decisiva. E este ano de 2017 é o ano das eleições autárquicas, que a todos convoca e mobiliza.
O meu foco certamente estará muito no trabalho preparatório destas eleições, historicamente muito difíceis para o CDS e por isso mesmo com necessidade de empenho máximo. Estaremos todos mobilizados em torno de um objetivo claro: na diversidade de cada concelho e de cada projeto eleitoral, fazer crescer a presença do CDS, com realismo e ambição, para melhor servir os portugueses.

Neste contexto, para mim, 2017 é definitivamente o ano de Lisboa. Num projeto que começou por abrir-se a independentes e ouvir a cidade nos vários temas, em 2017 continuarei e intensificarei o trabalho já iniciado pela nossa equipa para merecer a confiança dos lisboetas. Para podermos, em conjunto, tornar a nossa cidade numa cidade mais vivida por todos, mais habitada por todos – dos mais novos aos mais idosos -, mais acolhedora para todos. Uma cidade inclusiva, fervilhante de cultura e criação, aberta ao mundo, segura para quem nela vive, trabalha ou a visita. Uma cidade exemplar em sustentabilidade e qualidade de vida, a par de uma inovação constante. No meu projeto, 2017 é o ano em que este compromisso com Lisboa cresce, ganha raízes e começa a sua execução, lá para outubro, quando os lisboetas confiarem, como espero, na minha visão ambiciosa e larga para a nossa cidade. Uma cidade que se afirma no contexto internacional e é um exemplo e um motor para o desenvolvimento do país.

Para mim, 2017 é definitivamente o ano de Lisboa. Paralelamente, continuará a ser tempo de trabalhar numa oposição firme, mas sempre construtiva, ao governo das esquerdas unidas.

Assunção Cristas
Em paralelo, 2017 continuará a ser o tempo de trabalhar numa oposição firme, mas sempre construtiva, ao governo das esquerdas unidas. Sinalizando as opções erradas e propondo vias alternativas, trabalhando para que 2017 seja o ano em que a economia descole e a criação de emprego estável seja uma realidade sustentável. Esperando que neste ano o setor financeiro se tranquilize e se afirme como aliado forte no crescimento da nossa economia e no apoio das nossas empresas. Será certamente também um ano de atenção particular aos serviços públicos, da saúde à educação ou aos transportes públicos, na convicção de que a qualidade da despesa não é compatível com cativações cegas.

No plano internacional, espero que em 2017 a Europa encontre lideranças que tragam respostas claras de proximidade aos cidadãos. As eleições presidenciais em França e as eleições legislativas na Alemanha e na Holanda são um grande teste à nossa capacidade coletiva de nos reinventarmos combatendo forças populistas onde apenas varia o grau do radicalismo. Na certeza de que também a política vive de tendências, 2017 é um ano porventura decisivo na afirmação ou na inflexão de uma tendência que infelizmente se desenha. Só depois destas clarificações será possível pensar num aprofundamento de vários pontos da agenda da construção europeia, cuja pertinência e vitalidade permanecem centrais e para Portugal.

2017 é também o ano de descoberta da nova administração americana e do que pode trazer ao mundo. Espera-se, ou melhor, deseja-se, bom senso e moderação, compromisso com um papel de promoção e manutenção de paz no mundo, capacidade de diálogo construtivo, comprometimento na dimensão atlântica, tão importante para Portugal, não retrocesso na agenda do clima, que a todos afeta.

Depois de vários anos em que os conflitos armados não esmorecem, antes se intensificam, 2017 poderá ser o ano da paz na Síria, espera-se, mas também na derrota total e irreversível do Daesh. Aqui, como em vários outros contextos, António Guterres, no seu ano inaugural à frente das Nações Unidas, terá exigências imensas e desejamos que possa progredir a melhor ritmo na articulação de todas as nações empenhadas no combate decisivo ao terrorismo, esse fenómeno global que não pode ser associado com nenhuma religião, país ou civilização. Espera-se, também, a ação do novo SGNU na reforma de uma instituição tão imprescindível quanto carente de adequação aos nossos tempos, de centralidades múltiplas à escala global.

No mundo lusófono, este é também o ano de uma nova liderança no Secretariado Executivo da CPLP. É sem dúvida uma oportunidade renovada para afirmar e continuar a desenvolver o papel da comunidade lusófona, seja no reforço da ligação entre os Estados Membros, seja num papel crescente de afirmação conjunta no palco internacional, nomeadamente em matérias que nos diferenciam, como o mar.

Que o ano de 2017 seja, finalmente, um ano de reencontro com a beleza. Espero que possamos ter tempo – esse bem escasso e, por isso mesmo precioso – de procurar a simplicidade da poesia, o arrojo da arquitetura, a criatividade do cinema, a emoção do teatro, a disrupção da arte plástica e o embarque nesse voo sem destino que é a literatura.

A todos, um magnífico 2017!
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Anónimo 02.01.2017


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