Fernando Ilharco
Fernando Ilharco 14 de setembro de 2017 às 17:51

Perder por culpa própria

Quantas vezes falhou os objectivos por pouco? Quantas vezes esteve quase, mas não conseguiu? Falhar por pouco ou não conseguir porque um competidor foi melhor acontece a todos.

O que faz a diferença é saber porquê. Mais ainda, é saber se quando correu mal, quando não atingiu os objectivos, em que é que você próprio contribui para isso? Falhou porque, passe a estranheza, fez com que isso acontecesse?

 

A maior parte das pessoas tem mais medo de perder do que vontade de ganhar. Preocupa-se sobretudo em não ficar pior, dedica mais tempo e energia a que as coisas fiquem na mesma do que a tentar melhorá-las. Por vezes, está tudo a correr bem, num bom ritmo, estamos quase a conseguir, mas perto do final as coisas complicam-se, desaceleram, perde-se o "momentum" e acaba-se por perder.

 

As pessoas com baixa necessidade de poder, por exemplo, que não precisam de sentir as situações controladas, podem ver o stress subir com o atingir dos objectivos. Com a vitória a chegar, o cortisol, a química do stress, sobe e a libertação de dopamina no cérebro, o sistema químico de recompensa, a química do bem-estar e da realização, baixa. Passa-se o contrário em pessoas com necessidades de poder e de afirmação. À medida que a vitória se aproxima, a dopamina dispara no cérebro e o cortisol desce para níveis que potenciam a focagem e o bom desempenho.

 

Vencer, no mais instintivo, é ainda dominar, é ficar melhor enquanto outros ficam piores. E muito boa gente, mesmo sem o saber, dá-se mal com isso. Mas na sociedade contemporânea, a concorrência profissional e a competição empresarial fazem parte da natureza das coisas. Por isso, é necessário estar atento, não facilitar e vencer mesmo.

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